sábado, 24 de abril de 2010

Review de "Boogie Woogie" By Mônica Fortes

Alguns fãs brasileiros de Gillian Anderson já viram o seu último filme lançado este mês, "Boogie Woogie". Na comunidade dedicada a atriz, Adega, alguns deles postaram o que acharam do filme. Eu tentarei colocá-los aqui, à medida que eles autorizarem. O review da Mônica, dona do Adega, e maior fã da Gillian que conheço, será o primeiro.



Ok. Vi o filme ontem e esperei pacientemente ser baixado até quase duas da madruga e vi o filme até quase quatro da madruga e tinha que acordar às oito horas da manhã hoje. Então já viu. Hehehe

A sensação final que eu fiquei do filme é que já tive com HTLF e Straightheads é: o que faz um ator escolher filmes ruins? Será que eles têm noção que o filme será ruim?

Será que o produto final, o resultado final do filme é o mesmo de quando o ator leu o roteiro e assinou o contrato?

Por  que “Boogie Woogie”, com um elenco tão bom, tão estrelar, é tão ruim?

Será que os atores não tem noção do que estão assinando para fazer?

Aí me vem a mente que, por exemplo, com Boogie Woogie há cenas que foram tiradas do resultado final. Atores que não têm a sorte de estar constantemente em projetos, anunciando todo alegre que iriam trabalhar em BW e eles nem sequer aparecem. Como um ator negro que seria o motorista de táxi do filme e provavelmente para uma cena com a personagem da Gillian, porque no livro há uma cena da personagem com um motorista de táxi. Coitado, ele no seu site anunciou todo feliz que estava no elenco de “Boogie Woogie” e  no resultado final não apareceu.
Aí que me vem a pergunta:” Como pode tantos atores em um filme tão ruim?”

Aí eu também me pergunto: "Por que na hora da edição de um filme apenas o diretor e produtores decidem o que cortar e o que mostrar? Não teria que ter a participação do ator, que assinou para uma coisa e no final verá seu trabalho cortado, esquartejado e o resultado não será o que ele assinou? Não teria que ter um instrumento para o ator poder ter certeza que o produto será o que ele assinou?"

Eu digo isso, porque ficou nítido, por exemplo, que em Straightheads o resultado final não foi o que Gillian assinou. Tudo do qual a levou a querer fazer o filme não foi mostrado. Foi filmado, mas não mostrado. E acho que muito aconteceu também com este último filme.
O que gostei em BW?

De Gillian, claro. Mas não simploriamente porque eu sou fã, como tipo, "ahh, mas você é fã, não vale". Não é por aí. Eu sou muito crítica das coisas. Meu marido diz que sou exigente demais. Não é à toa que, em “X-Files”, a única que me chamou muito a atenção foi Gillian. Eu gosto de atores que mostram um comprometimento com o personagem. Como que vestindo o personagem completamente, estudando-o, desenvolvendo-o, tendo a humildade em melhorá-lo e adaptar-se a ele da melhor maneira possível.

Admirei a Scully de Gillian não só pelo belo personagem que era, mas também por todo o comprometimento de Gillian com ele e toda a evolução que ela se permitiu ter em sua carreira com ele, comprometimento total. Para mim, isso fica claro nas atuações dela como Scully. A evolução artística dela, como atriz, a procura dessa evolução. De não chegar e apenas executar as falas. A personagem mudou no mesmo sentido que a Gillian evoluiu como atriz. Você nota essa evolução a cada temporada.

E por isso que gosto da Gillian e fico frustrada em ver uma atriz tão comprometida com sua carreira e estuda e se prepara para evoluir a cada papel, ser desperdiçada dessa maneira.

E em BW tive a surpresa de vê-la de novo comprometida e nos dando o prazer de ver cenas em que ela nos mostrou algo novo no jeito dela atuar. Teve coisas ali em BW da maneira dela atuar, de sua técnica que eu ainda não tinha visto.

Então, como fãs que somos da atriz Gillian Anderson, temos a obrigação de ver esse filme. Porque ela nos brinda com técnicas novas, de estilo novo.

Fora isso, outra coisa que gostei em BW foi a atuação do ator que fez o marido da personagem da Gillian. O ator que também fez “Mamma Mia’.

Esse ator é muito bom e foi ali outro ponto positivo e seu personagem foi, na minha opinião, o que mais esboçou a sordidez real desse meio. O filme banalizou a ganância, sordidez e os bastidores desse meio no lugar comum que é sexo, mentiras e drogas. O diretor foi pelo mais fácil e banalizado.
Só para complementa, não quer dizer que acho que Gillian está fantástica nesse filme. Não é isso. O filme não permite isso. O papel dela não permite isso. Mas do pouco que lhe foi dado, de um limão, ela fez uma limonada. Vamos dizer, a personagem é algo novo para ela como atuação e ela mostrou esse algo novo.




 



Heather Graham foi Heather Graham nesse filme. Ela não muda nunca. É também uma atriz de um papel só. E o papel dela também se encaixou perfeitamente para ela. Um papel sem expor essa limitação dela.




 


Alan Cumming foi Alan Cumming também. Tipos de papéis como esses se encaixam bem para ele. Sei lá, talvez porque ele seja assim, não sei.

 



Charlotte Rampling uma grata surpresa na cena com Gillian, quando as duas conversam sobre o divórcio da personagem da Gillian e como tudo deveria ser.

Ali, gostei muito da cena, porque também, foi um dos poucos momentos em que a sordidez de pessoas tão materialistas, tão fúteis foi esboçada num momento mais sutil e não banalizado. Gostei da cena.




Danny Huston - amei como ele sustentou bem a melhor cena da Gillian no filme, quando ela vai a casa dele, logo após deixar seu marido. Amei que ele não disse nada, mas fez a atuação facial perfeita. Foi um grande suporte para a Gillian ali na cena. Muitas vezes um ator não precisa dizer nada, mas só o suporte e a sutil atuação dizem também muito da cena toda. Gillian fazia isso como mestre em” X-Files”. Muitas vezes foi ela que sustentou a cena sem precisar falar nada e muitas vezes a simples presença dela na cena fazia a cena melhor.

Uma cena que me vem muito a cabeça como síntese disso é de um episódio da 6a temporada. A cena final de “Driver”, onde quem realmente disse tudo na cena foi Gillian com o simples olhar e tom que ela empregou no rosto para a cena. Se não fosse esse suporte a cena, a cena não seria o que foi.
E a cena de Gillian em “Boogie Woogie” foi a melhor e teve como suporte uma atuação também muito eficiente do Danny Huston. Amei os dois ali.


Stellan Skarsgård - Vocês acreditam que foi um dos atores que pensei como Hemingway em Gellhorn? Eu não esqueço do trabalho que ele fez com Nicole Kidman em Dogville. Ele tem uma das cenas mais fortes com Nicole nesse filme. Por isso que já gostava dele. Acho esse ator maravilhoso. Depois de Boogie Woogie, acho que seria até melhor que George Clooney como Hemingway. Amei ele em BW, para mim o melhor personagem do filme e sonho de ver ele com Gillian de novo em outro filme. Foi uma grata surpresa vê-los juntos.

Agora, devo concordar completamente com o crítico do Telegraph.

Boogie Woogue foi realmente a pior coisa que Gillian fez até hoje. (lógico, dos filmes que eu vi e que merecem ser lembrados)


Nota para Boogie Woogie - 2

Nota para Gillian Anderson - 7


Obrigada pelo review, Mônica!

2 comentários:

Tássia disse...

Como já falei na Adega, ameeei o review. Muito bom!:)

kekedascully disse...

Estou gostando de cada review q o pessoal anda escrevendo. É sempre bom mesmo conhecer a visão dos fãs.

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