quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fotos extras de episódios e filmes de Arquivo x

A Big Light está disponibilizando fotos extras de vários espisódios e filmes de Arquivo X. Por enquanto foram colocadas no site 100 fotos. Mas outras tantas virão. Abaixo o slides contendo as cem. Para visualizar melhor, é só clicar nelas.







Find more photos like this on Big Light

Algumas fotos extras de AX.

Aos poucos, escolherei algumas delas e as colocarei aqui



David Duchovny entrevistado por Jimmy Fallon

video

E David foi a mais um programa divulgar a nova temporada de "Californication". Desta vez foi ao programa de Jimmy Fallon. Confiram.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mais fotos da locação das filmagens de "Moby Dick"


Segundo informações, o primeiro dia de filmagem foi duro para todos. Mas depois Gillian estava bem à vontade e se divertindo com a equipe de filmagens.
Gillian é uma figura mesmo.

No site também é informado que o produção encontrou um problema não esperado: tentaram utilizar um museu local na gravação e foram impedidos.









http://www.shelburnecountytoday.com/mobydick/

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

FANFIC "ELEVATOR RIDE"

Título: ELEVATOR RIDE


Autora: MiMulder (miz.potter@bol.com.br)


Classificação: H, MA, UST (ou MSR, vai saber...)


Sinopse: uma continuação de "Uma Fic Quase NC17", da Sunny.
Mulder neurótico e dramático... ah, que maravilha... :D


Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully não pertencem a mim, mas ao
Chris Carter e à Fox...


Notas: "Eles apenas subiram à máquina de café!" heheheh...
Gente, feedback e especulações serão bem vindos! ;)
Sun, miga querida, obrigada pela força e apoio, e pela
"Fic Quase nc17", que me faz rir e ficar com pena do pobre do
Mulder toda vez que leio... Ela é uma de minhas preferidas!
Foi muito divertido continuá-la.
Ah, a baratinha da fic é uma homenagem à minha mãe, uma
eterna admiradora desses singelos animaizinhos :D...
Love you, mom!


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ELEVATOR RIDE


QG, dia seguinte, 8:46 AM


Plim.
A porta do elevador se abre. De dentro dele sai um Fox Mulder
aparentando estar um tanto quanto exasperado. Seus passos ecoam
pelo corredor vazio, enquanto ele caminha em direção à sala dos
Arquivos X, no porão. Mãos nos bolsos, cenho franzido. A porta
da sala finalmente está à sua frente. Ela nunca havia parecido
tão fria, tão difícil de transpor. Ele olha o relógio e dá meia
volta. Scully já deveria estar ali dentro. Solta um muxoxo,
revira os olhos e suspira. Aquela mulher era má. Engenhosamente
má.


Queria pegar o elevador de volta ao primeiro andar e apenas
caminhar pra casa. Ou talvez não... Talvez apenas o elevador
fosse o bastante. Lá dentro se sentia seguro. Sentia-se
estranhamente protegido entre aquelas paredes de metal
reluzente... Pelo menos hoje se sentira assim enquanto descia ao
porão suavemente... em câmera lenta... em meio à sua falsa
tranqüilidade. Pensou, sim, em voltar ao elevador e recuperar
aquela tranqüilidade momentânea, enquanto passearia, subindo e
descendo, pelos andares do birô... pensou até mesmo na feliz
possibilidade de o elevador emperrar com ele ali dentro. Sorriu.
Pensamento estúpido...


Depois de mais alguns minutos de reflexão, em que ele mascou
algumas sementes de girassol e esmagou uma barata desavisada que
passava por ali, resolve colocar o ouvido sobre a madeira da
porta e investigar. Ouve um arrastar de cadeira. Scully
certamente estava ali dentro. *Ok, Mulder, entre logo.* Ele
prepara um de seus sorrisos mais bestas e já vai girando a
maçaneta quando a barata moribunda tem a infeliz idéia de se
mexer e tentar fugir, rompendo o fio de paciência e auto
controle que Mulder ainda tentava debilmente manter. O sorriso
mal forjado desaparece e, em meio a um colapso nervoso
instantâneo, ele pisa na barata repetidas vezes, enquanto folhas
caem do arquivo que trazia sob o braço.


_ Morra, bicho maldito, MORRA!_ grita, fora de si, até que a
porta da sala é aberta e Scully sai de lá, assustada.


_ Mulder? Ei, o que está havendo?_ pergunta ela, com os olhos
arregalados, ora olhando para Mulder, ora para a massa amorfa no
chão, que um dia fora uma barata.


Só aí Mulder notou a presença de Scully. Parou imediatamente e
pôs-se a se recompor da catarse. Pigarreou e tentou se explicar,
apontando acusatoriamente para o montinho de hemolinfa, pernas e
antenas que jazia sobre o chão brilhante.


_ Ahn... uma barata! Veja Scully! Eu pensei que já tinha matado.
Mas, Deus! Porque esses bichos teimam em viver depois das
primeiras pisadas? Dizem que mesmo se arrancarmos a cabeça
delas, ainda assim podem viver por um bom tempo! E acabam
morrendo de inanição por não poderem mais se alimentar. Absurdo,
absurdo! Sem mencionar o fato de que elas seriam um dos únicos
seres vivos que sobreviveriam a uma catástrofe nuclear! Nosso
legado estaria entregue, literalmente, às malditas baratas!!


_ Bom, Mulder... se chegarmos um dia a causar uma catástrofe
nuclear que nos elimine da Terra, não restará legado algum além
de nossa estupidez e...


_ Bah, Scully! A gente tem trabalho pra fazer, tá bom?_ disse
Mulder, pegando os papéis que haviam caído no chão.


Ele juntou as folhas desajeitadamente e as entuchou na pasta de
arquivo. Depois entrou bruscamente no escritório, deixando
Scully atônita no corredor. Ela se virou e também entrou,
limitando-se a ficar de pé em frente à mesa dele, com os braços
cruzados, esperando uma explicação pra todo aquele mau humor.
Mulder não disse uma palavra. Com uma mão batia com um lápis na
capa do arquivo. Com a outra esfregava uma das têmporas. Ele
ergueu os olhos de soslaio e a encarou por um instante. *Camisa
de seda. Droga. Quantas camisas dessas ela tem?!* Sacudiu a
cabeça, como que querendo afastar certos pensamentos, e voltou a
bater com o lápis no arquivo, num ritmo quase frenético.


_ Bom dia, Mulder?_ Scully arriscou.


_ Ah, sim... vai começar a cobrar agora? Foi você quem falou
comigo primeiro. Devia ter me desejado 'bom dia', ao invés de
questionar meus atos e filosofar sobre a raça humana.


_ O quê? Você age como um louco por causa de uma simples barata,
balbucia maluquices e sou eu quem ouve desaforos? Mulder, o que
diabos há com você hoje?


*Por causa de uma simples barata... ela deve estar brincando...*


_ Nada, Scully. Nada.


Silêncio.


_ Olha, eu ahn... reli... o arquivo hoje de manhã antes de sair
de casa..._ informou Mulder, tentando controlar a ranzinzice._ e
acho que...


Scully acenou com a mão.


_ Já foi solucionado.


_ O quê?


_ Skinner me pôs a par da situação logo que cheguei hoje. A
quadrilha foi capturada e presa nessa madrugada numa rodovia em
direção ao sudoeste, saindo de Washington em direção à Virgínia.
Haviam sido captados por um radar de estrada meia hora antes, no
Jaguar de um gerente do banco assaltado. Parece que eles não
eram tão discretos assim...


Mulder soltou uma risada sarcástica.


_ Idiotas...


_ E mais, Mulder, não era um Arquivo X.


_ Não?


_ Não.


Ele ficou encarando Scully com um ar de interrogação, até que
ela resolveu falar.


_ Foi encontrado, pouco tempo depois que deixamos o banco, um
pequeno grampo de metal habilidosamente entortado, num canto do
cofre. Devem tê-lo usado para inserir o chip eletrônico que
mencionei na fechadura. Era quase imperceptível... Tanto que os
peritos demoraram a notá-lo.


*Lá vem ela com esse chip de novo. Deus, não permita!*


_ Ha, truque velho... sempre funcionava comigo quando minha mãe
me punha de castigo no quarto..._ interrompeu Mulder, pondo os
pés sobre a mesa, como de costume._ Mas, então... nada de mãos
que mudam de tamanho, hein?


Scully meneou a cabeça, negando.


_ Que pena... Caso encerrado. _declarou Mulder, procurando
terminar logo o assunto e pegando mais algumas sementes de
girassol no bolso.


_ É, Mulder... Parece então que não temos tanto trabalho assim
pra fazer... Quer continuar aquela conversa sobre baratas e suas
implicações na herança que deixaremos aos futuros habitantes ou
eventuais visitantes da Terra?_ perguntou Scully, tentando
quebrar o gelo.


_ Não._ ele retrucou, sem fazer cerimônia.


*Não tenho um cobertor por aqui*


Scully ergueu as sobrancelhas e, vendo que Mulder permaneceu
impassível, suspirou e sentou-se à frente de seu laptop, a fim
de fazer algo mais interessante do que ter que aturá-lo agindo
daquela maneira. Era melhor esperar que ele se acalmasse
sozinho.


Ele, por sua vez, continuava imóvel, apenas mascando suas
sementes... Entregue a seus pensamentos...


*Não é possível... Como é que ela pode estar tão indiferente
assim? Cada vez mais eu me convenço de que essa mulher tem um
sorvete no lugar do coração. É. Ah, pior: um gelado de arroz
integral, que é intragável. Perfeito. Um gelado bem gelado. Ah,
Mulder, como ela deveria agir afinal? Não houve nada... Ei, esse
é o ponto! Não houve absolutamente nada. O que ela está tentando
fazer comigo? Tirar os últimos vestígios de humanidade e
sanidade que me restam? Mulher perversa!*


Mulder apertou os lábios como uma criança contrariada e olhou
Scully com o canto dos olhos. Quase caiu da cadeira com o susto.
Ajeitou-se e olhou para o outro lado, apoiando o rosto na mão e
o cotovelo na mesa.


*Meu Deus! Ela está usando os óculos!! Ai, aquela franja caindo
no rosto... Esse barulho hipnotizante de seus dedos batendo nas
teclas... tec, tec, tec... sem mencionar a camisa de seda, que
já é caso perdido... pelo menos hoje ela teve a bondade de vir
de calças. Hum, e ela fica linda nelas... Estas calças
ligeiramente justas, bem passadas, impecáveis... Mulder, você é
um idiota. Procure algo útil pra fazer.*


Uma hora se passou... Depois outra... sem que Mulder
pronunciasse uma palavra sequer. Tampouco Scully. Ele organizava
alguns arquivos antigos e ela continuava ao computador, buscando
os olhos do parceiro de tempos em tempos. Mas ele não lhe dava
atenção. Ela começou a se perturbar com isso, e também com o
fato de que Mulder estava pondo ordem no escritório, ao invés de
simplesmente atirar lápis no teto. Isso, definitivamente, era
esquisito. Mas não era o que realmente a incomodava. Decidiu ir
direto ao ponto. Mordeu o lábio, olhou para a tela do laptop...
e se virou novamente para o agente.


_ Mulder_ ela se levantou, decidida_ Quer tratar de me explicar
o que está acontecendo? Por que você está me ignorando desde a
hora que chegou?


Mulder não parou. Apenas disse:


_ Não estou te ignorando.


_ Ah, pelo menos nas últimas duas horas, esteve sim.


Ouvindo isso, ele colocou uma caixa de tralhas que acabara de
juntar sobre o chão e escorou o corpo na lateral da mesa.
Perguntou, em tom inquisitório:


_ O que foi aquilo ontem à noite?


_ O quê?


_ Scully, por favor. Eu a encontrei deitada na minha cama! Isso
é normal pra você?


_ Mulder, eu já expliquei... estava cansada, só isso... Como nos
conhecemos há tanto tempo, pensei que não ficaria tão chocado se
eu descansasse um pouco... Aquele colchão d'água é uma delícia!
Por que nunca me diz onde comprou?_ falou ela, sorrindo, com uma
expressão inocente no rosto.


Mulder ficou confuso por uns instantes, pensando de onde viera
aquele bendito colchão d'água... Mas logo caiu em si novamente.


_ Sculeeeee, isso não vem ao caso agora. Tá bom, tudo bem quanto
a você descansar um pouco... mas e todo aquele episódio no sofá?


_ Eu fiz alguma coisa errada?_ perguntou ela, com a mesma
irritante e... encantadora... expressão de inocência.


Mulder arregalou os olhos.


_ Eu achava que não, mas você É uma terrorista! Olha, deixe-me
falar com clareza. Você estava deitada quase em cima de mim e...
que tipo de narração do caso foi aquela?? Só pode ter sido de
propósito! Você estava tentando me matar? Pois arrume um modo
mais prático e rápido.


_ Não estou entendendo... só estava narrando os fatos pra você
e... Assustei? Muuulder, você já está bem crescidinho, tá não?


Os olhos azuis o fitavam docemente.


*Paciência... controle... força, Mulder.... ai, ai, ai, ela
passou um negocinho brilhante na boca... quando foi isso? Hum,
que delícia... que cheiro booom de morango... concentre-se
homem! Diga-lhe umas verdades!*


_ E tem mais! Esses óculos! E... e... essa blusa aí! As saias...
aquelas saias... e... essa coisa úmida na sua boca...


_ O quê, meu gloss? O que tem ele?


_ Parece delicioso..._ Mulder respondeu, com os olhos vidrados,
perdido em meio ao aroma de morango. Scully riu, sem graça.


_ Ahn... mas, Scully!_ disse ele, enérgico, afastando a névoa de
encantamento dos olhos_ Você precisa parar com isso.


_ Parar? Com o quê?_ ela perguntou, agora séria.


_ Com "isso"! De ficar me torturando! Eu... eu não sei se
deveria lhe dizer isso, mas... todos os dias eu venho para o
trabalho tentando olhar para você como apenas minha parceira no
FBI. Mas é sempre difícil... e às vezes fica impossível...
Quando põe esses óculos, deixa o cabelo cair no rosto...


Mulder se aproxima de Scully, colocando vagarosamente as mechas
de cabelo ruivo atrás das orelhas dela. Ela permanece estática.


_ ... Quando você usa isso aqui nos lábios_ Ele aponta o gloss
sobre os lábios dela_ e eu não posso sentir o gosto...


E é a vez de Scully ficar com o olhar vidrado, feito boba...


_ E pior, quando se autoconvida para minha cama e me faz ficar
acordado quase a noite inteira, apenas olhando pra você. E vai
embora na manhã seguinte, antes de eu acordar de minhas míseras
duas horas de sono, me sentindo um lixo.


Scully não encontra palavras para tecer comentário algum, de tão
assombrada que está. Ele, perdido no silêncio e nos olhos azuis
inertes da parceira, a olha com uma cara de cachorrinho
abandonado, que parte o coração dela em milhares de pedacinhos,
e deixa a sala, cabisbaixo.


No corredor, ele encara a barata esmagada no chão.


_ Não reclame. Não estou me sentindo muito melhor que você._ ele
fala, sério.


Ele chama o elevador, não achando mais tão estúpido o pensamento
que tivera no início da manhã. Precisava mesmo daquela tola
'tranqüilidade momentânea'. Queria fugir, mesmo que por um
instante. Apertar o botão que o levaria direto ao último andar e
olhar seu reflexo distorcido no metal das paredes, enquanto o
elevador subisse, subisse... suave... esvaziando sua mente. A
porta dupla finalmente se abre à sua frente e ele já vai
entrando, quando ouve uma voz às suas costas:


_ Mulder...


Ele não se vira. Apenas segura a porta do elevador.


_ Mulder, olhe pra mim... _ Scully pede, em tom de súplica.


Mulder enfim olha pra ela, emburrado.


_ Vai tomar uma ducha fria?_ ela brinca, sorrindo sutilmente.


_ Scully, não brinque assim comigo._ Ele fala, fazendo beicinho.


_ Oooooow, Mulder... beicinho é apelação. É truque sujo!


*Epa, hehehe... ela gosta disso?!*


Mulder arma um beiço maior ainda.


_ Muuuulder... você não presta...


Ele solta um riso breve. Ela se aproxima.


_ Olha, desculpe... desculpe se o fiz sentir-se mal... na
verdade eu não quero que se esforce em me ver apenas como colega
de trabalho. Eu não o vejo assim há muito tempo_ Scully
confessa, sorrindo, com a cabeça baixa. E continua, perante a
face surpresa de Mulder:


_ Você é tantas coisas além de apenas meu parceiro... Às vezes é
meu irmão... Às vezes meu pai, ou meu melhor amigo. Na maior
parte do tempo muito mais que isso. Mas sempre tive receio de
lhe dizer... então fico fazendo esses joguinhos bobos... Bom,
também porque adoro sua carinha de menino carente.


Mulder sorri.


_ E adoro seu sorriso, Mulder... Também adoro seus óculos,
sabia? Adoro como seus olhos brilham diante de um arquivo X...


Scully entra no elevador e espera Mulder entrar.


_ Adoro como você come sementes de girassol o tempo todo...
Adoro sua cara tão expressiva de pânico...


Os dois riem. Mulder completa, encostando o dedo indicador na
ponta do nariz de Scully:


_ E eu adoro você. Cética, irredutível... Com essas sobrancelhas
lá no alto... Mas, principalmente, adoro quando você me
surpreende...


Apenas sorrisos e olhares perdidos um no outro. E a certeza de
que tudo o que sentiam era recíproco. Nada de jogos ou
indiretas, agora havia apenas a verdade. Sua pequena doce
verdade. Mulder quebra o silêncio novamente:


_ Mas, me diga... Aonde estamos indo?


_ A lugar nenhum, Mulder. Lugar nenhum.


Plim.


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sábado, 26 de setembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Gillian Anderson em Moby Dick

A relação dos excers com Moby Dick continua estreita.
Esta semana na comu do Adega, informaram-nos que Gillian poderia fazer a mini (ou micro) série Moby Dick. Ficamos felizes mas receosos, uma vez que nos empolgamos tanto com o rumor de que ela poderia fazer "Game of the Thrones" e não ocorreu.
Bom, hoje nossa amiga excer Mônica, no Adega novamente, confirmou-nos que é verdade. GA irá participar mesmo da minissérie que contará com nomes de peso como William Hurt, como capitão Ahab e marido da personagem de Gillian (Elizabeth), Ethan Hawke e Donald Sutherland.
As filmagens começam agora em setembro e as gravações ocorrerão na costa canadense, Shelburne e Malta.

Obrigada, Mon, pela informação. ;)





Fotos das locações:







Links: Gaws
http://www.shelburnecountytoday.com/mobydick/

Vídeo de entrevista da Gillian ontem na premiere



Fonte: James Whatley

David Duchovny no programa Regis and Kelly

Como parte da promoção da nova temporada de "Californication", David vem participando de alguns programas. Semana passada ele foi ao "Regis and Kellly". Confira os vídeos abaixo postados por Tanya.











Mais fotos de Gillian com Moby e Mark














Fonte:Watleydude

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fotos de Gillian Anderson na premiere de "The Age of Stupid"























Fringe e Arquivo X: Homenagem? Plágio?



Homenagem? Plágio? Falta de criatividade?
Fringe surgiu ano passado com a missão de ser o novo Arquivo X para alguns. Mas o que isso significaria? Marcar a história da TV? Abordar assuntos sobre ufologia? Inserir o paranormal em suas tramas? Seja lá como for, os excers não viram com bom olhos a ligação entre o novo seriado e a criação de Chris Carter.
Muitos fãs de Arquivo X se recusam a assistir ao seriado por acharem que estão dando audiência a algo que quer roubar a fama da famosa série da década de 90; outros não veem porque não se interessaram pela nova empreitada de J.J. Abrams por haverem se decepcionado com “Lost”. Eu resolvi verificar a primeira temporada porque gosto de ficção científica. Aprovei a série. Não é algo fenomenal, apenas boas histórias que caem em alguns momentos na mesmice e previsibilidade. Mas possuem alguns lampejos de que podemos ganhar se esperarmos.
Bom, a primeira temporada se foi e terminou de uma forma surpreendente. Ansiosos, os que acompanham a série leram e ouviram que o primeiro episódio da segunda temporada teria homenagens a Arquivo X. Mais uma jogada para ganhar audiência? J.J. é fã de AX? :P
Nessa quinta que se passou, fui eu lá verificar o que realmente de homenagem a Arquivo X teríamos. Fiquei com algumas impressões – muitas delas negativas. Restou-me um quê de decepção ao término do episódio. Na verdade, fiquei um tanto confusa.
Referências a AX perpassam todo o episódio. Poderia até dizer que estava vendo partes de vários eps de AX. No início, é exibida uma TV em que passa cenas do eps “Dream Land”.





Em meio a trama, vemos:
1)uma versão do caçador de alienígenas (uma indivíduo que vem de outra dimensão e que adquire a forma das pessoas);



2)Peter (eca!) deprê por Olívia ter supostamente morrido entra em uma bar para afogar suas dores – nítida referência a FTF;







3)Olívia volta não sei donde, quase morta, e volta a vida sem lembrar onde, quando, com quem ou por quê, esteve – Scully em “Por um fio” ;


4)Em um momento de interrogatório, Broyles é informado que os resultados de suas investigações “X” não são suficientes para que se sustente a divisão . E que esta seria fechada . Lembra alguma coisa?














A sensação final é de que estaríamos vendo uma continuação ou reformulação de Arquivo X.
Razoável é a classificação que faço da season premiere. Existiram perguntas sem respostas (o problema é que não eram perguntas inteligentes, pois parecia que havia falhas no roteiro). Não disse a que veio esse primeiro eps. Espero que melhore e que não fique na promessa; que não venha a se confirmar aquilo que muitos excers dizem há muito: Fringe é apenas um plágio de Arquivo X e não merece nossa atenção.

"The Age Of Stupid" é Hoje!


Hoje é o dia do evento ao qual nos referimos há algum tempo - "The Age Of Stupid" do qual Gillian participará em NY. Ela está envolvida com os preparativos como mostram essas fotos abaixo. Espero que tenhamos ao longo do dia muitas fotos e vídeos da nossa amada GA.

http://www.ageofstupid.net/








Fanfic "Just a Summer Day"

Título: Just a Summer Day


Autora: MiMulder


Sinopse: Férias de verão de Mulder em 72.
Fox encontra alguém especial... :)


Disclaimer: Fox e Dana não são meus, e não há intenção minha em
ganhar money em cima deles. Quero só escrever minhas idéias
tortas em paz. :D


Categoria: Vignette, MSF.


Classificação: Livre


Nota: Gente, please, mandem feedback :) Beijo pra Sunny, minha
beta queridaaa.... valeu pelas palavras tão lindas, miga...
Obrigada a todos que tomaram um pouquinho do seu tempo pra
ler essa fic... ;)


















Just a Summer Day






1972- Cabo Cod, Massachusetts




Férias de verão. Descanso. Finalmente posso me despreocupar
com a escola e deixar de lado os problemas de Matemática por um
tempo. Posso ficar somente aqui... sentado sobre a areia morna da
praia e sentindo a leve brisa do mar em meu rosto. Foi uma boa
idéia de meus pais passarmos o dia na praia. O Sol está agradável
e o mar simplesmente lindo.


Daqui vejo minha irmã Samantha se divertindo nas ondas com
meu pai. Ela é minha irmã caçula, e vivemos brigando por besteiras.
Mas tudo sempre acaba em uma boa partida de Estratégia. Ela é minha
grande companheira, afinal de contas.


Vejo-a acenando da água para mim, me chamando para brincar
também, mas não quero ir agora. Só quero ficar aqui pensando,
observando. Escrevo meu nome na areia ao meu lado. Apago. Não
gosto do meu nome, ele me rende aborrecimentos demais entre meus
colegas de classe. Além disso, por que alguém escreveria "Fox" na
areia da praia? Às vezes me pergunto por que diabos meus pais
deram-me esse nome. Olho com muda indignação para minha mãe,
tomando sol a alguns metros. Boa idéia. Vou perguntar. Ah, mas
agora
não...


Trato de esquecer o assunto por enquanto e fixo o olhar
numa branca gaivota sobrevoando a praia graciosamente. Sigo-a
com os olhos e esvoaçantes cabelos vermelhos prendem minha
atenção.


Percebo que a uma certa distância há uma menina sentada
na areia, com os cabelos mais ruivos que já vi. Daqui não posso
ver seu rosto, mas ela parece estar olhando fixamente para o mar.


Fico a observá-la por vários minutos, e pego-me refletindo
sobre ela. Sobre o que estaria pensando? Parecia estar hipnotizada
pela beleza do oceano.


Tomo coragem e enfim me levanto. Limpo a areia do calção
com as mãos e caminho devagar em direção à menina desconhecida.
O coração batendo forte e um pensamento na cabeça: "Por que estou
fazendo isso?" Não sei. Apenas preciso me aproximar, ver seu
rosto.


Vou chegando cada vez mais perto, sem nem mesmo ter algo
em mente pra dizer. Quando volto à razão e decido retornar ao meu
lugar na areia, é tarde demais. A garota notou minha presença, e
está olhando diretamente em meus olhos. Depois de alguns segundos
embaraçosos de silêncio, em que me perco em seus olhos incrivelmente
azuis, pergunto apenas se poderia sentar-me ao seu lado. Ela não diz
nada, e responde com um dos sorrisos mais lindos que já vi.


Assim, me acomodo próximo a ela e, observando-a, percebo
que parece ser mais jovem que eu. Ela está abraçada aos joelhos
e continua a olhar para o mar. decido falar algo:


_ Você parece gostar muito do mar, não?


Ela sorri e olha pra mim. Noto que tem algumas sardas no
nariz e bochechas, que lhe dão um ar de menina levada. Isso me
faz sorrir também.


_ Gosto muito. Meu pai ensinou-me a amá-lo. É nele que ele
passa a maior parte do tempo, navegando. Antes eu achava que o mar
leveva-o pra longe de mim, mas aprendi que, mais que tudo, ele nos
aproxima. É só olhar pra ele que sinto papai por perto.


Fico ouvindo essas palavras maravilhado. Que bela ligação
ela tem com seu pai... O meu pai trabalha no governo. Está
sempre ocupado, distraído... mas mesmo assim o amo. Olho para ele
e minha irmã brincando e suspiro. Depois continuo a conversa com
a menina ruiva.


_ Eu também gosto muito do mar, principalmente nas férias
de verão. Estou aproveitando o descanso, a 5ª série não foi
fácil._ digo, tentando impressioná-la. Acho que consegui, pois
ela ergue as sobrancelhas, surpresa.


_ É? Eu vou para a 3ª série. Meu irmão Bill achou a 5ª série
bem fácil...


Ops, acho que passei a impressão errada. Fico vermelho
e ela sorri do meu desconcerto. Mudo de assunto.


_ Hum... e o que você quer ser quando crescer?


Ela me responde prontamente:


_ Quero ser médica. Ajudar as pessoas. E você?


_ Eu quero ser astronauta. Pisar na Lua... pilotar uma nave
como a Enterprise... usar armas a laser...


Eu faço o barulho dos disparos e ela cai na gargalhada.
Nós rimos muito e ela diz que cuidaria de mim se um Klingon me
atacasse. Fico um pouco sem jeito, olhando pro rosto sorridente
da menina que mal conheço. O mais estranho é que sinto como se
a conhecesse...


_ Sabe, minha mãe sempre me diz pra eu nunca desistir de
meus sonhos. E que se a gente pedir com fé pra Deus, ele sempre
nos ouve e nos ajuda. Um dia eu esqueci que tinha prova de
Matemática na escola, e fiquei com muito medo de tirar nota baixa,
mas orei com fé, e até que me saí muito bem!


_ Eu não gosto de Matemática... _ é tudo o que consigo dizer.
Em minha casa não se fala muito em religião. Mesmo assim, admiro
minha nova amiga. Admiro a confiança dela. Sinto-me à vontade
em perguntar sobre coisas em que estive pensando ultimamente:


_ Você consegue se imaginar adulta? Sua vida, seus planos...


Ela franze o nariz e responde:


_ Mais ou menos... acho que vou me casar, ter filhos
fofinhos... Ter uma vida calma.


_ Você fala como minha irmã! Eu quero ter uma vida mais
emocionante...


_ Caçando monstros espaciais?_ ela pergunta, rindo.


_ Ué, quem sabe...._ respondo, com um olhar sonhador.


Ela ri novamente e volta a olhar para o mar. Ficamos
assim por instantes. Os cabelos balançando ao vento. Olho
pra ela novamente. Poderia ficar o dia inteiro assim, ao seu
lado, conversando, admirando-a. Mas de repente uma menina,
tão ruiva quanto minha amiga, porém mais velha, vem em nossa
direção. Ela olha pra mim desconfiada e diz que minha amiga
tem que ir. Fico triste.


_ Então... a gente se vê por aí._ ela diz, com um raro
sorriso.


_ Sim, espero que sim._ eu respondo, fitando aqueles olhos
que mais parecem pedaços do oceano. Com as mãos, ela amassa minha
franja sobre a testa e diz:


_Até mais, Spock...


Eu sorrio e ela pega a mão de quem eu julgo ser sua irmã
mais velha. As duas saem caminhando pela areia branca, os cabelos
fulgidamente realçados ao sol. Fico observando-as se afastarem...
Cada vez mais longe... Minha amiga indo embora.


Nem dissemos adeus. Mas foi bom, porque assim fica o
sentimento de que nos veremos novamente. Também nem sei seu
nome. Tudo bem, pelo menos não precisei dizer o meu...


Samantha, que estava nos olhando o tempo todo, não perde
tempo para tirar sarro e fazer insinuações. Ô irmã chata, meu Deus!


Eu nego tudo, claro, mas no fundo espero encontrar minha
amiga novamente. Hum... e tenho a intuição de que isso irá
acontecer. Não sei bem como, já que seguiremos caminhos tão
diferentes. Eu, astronauta... Ela, médica... Mas mesmo assim
acredito que vou encontrá-la.


Mas, se nos encontrarmos num futuro muito longe, será que irei
reconhecê-la? Será que lembrarei desse dia? Se ao menos soubesse seu
nome....


De qualquer forma, espero ser mesmo atacado por um Klingon.
Assim poderei ficar sob seus cuidados...


Acabo de perdê-la de vista, lá longe.... e fico somente sentado
aqui, sobre a areia morna, sentindo a brisa marinha em meu rosto, como
antes. Só que agora ao meu lado na areia há marcas de alguém que amei
por instantes. Nem sei se um pirralho de dez anos pode dizer isso, mas
há algo muito especial naquela ruivinha.


É engraçado como algumas pessoas passam por nossas vidas tão
rápido, mas nos cativam tanto... dizem que o verão tem dessas coisas...


Minhas férias já valeram a pena, e vou voltar pra casa com a
certeza de que o mar agora tem um significado especial pra mim também.






FIM

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fanfic "Possibilidades" Parte Final

- Não sei o porquê disto, Mulder. O caso não está totalmente concluído. O caminho para descobrir está totalmente traçado. Porém, temos que agir com cuidado para que nosso homem não use de sua habilidade, que sabemos ser grande, para nos enganar e escapar.


- Não seja modesto, Jeffrey. Sua competência foi realmente nos mostrada. Agora, como disse, se não formos mais cautelosos, nosso homem poderá escapar, pois não sabemos quem é. Uma vez que você resolveu eliminar quem poderia nos levar a ele... – Disse Mulder com sua inerente ironia.


Neste momento, Spender levanta-se. Vai dizer algo quando o Canceroso se manifesta.


- O que está feito, está feito. A fonte de eliminação de nossos soldados foi destruída. Quem poderia reproduzi-la também. Seja lá quem for que contava com Brad Clooney para matá-los, não pode contar mais. O senhores se empenhem para concluir este caso. E, Spender, como disse Mulder: Parabéns.


Assim dizendo, passa a mão pelos ombros de Jeffrey e sai.


10 horas da manhã


Mulder está falando ao telefone quando Diana entra.


- Aonde vai, Fox? O que tem a fazer em Boston?


- Há uma coisa pendente a ser feita. Logo estarei aqui.


- Não é o Jeffrey que está encarregado do caso? Não foi isso que disseram?


- Não vou resolver nenhum caso. É apenas algo que tenho que fazer.


Ela está parada diante dele. Ele levanta-se e beija-lhe o rosto e diz:


- Eu não demoro.


16 horas e 23 minutos
Boston
Peace Eternity Cemetery


Mulder está para encostado em uma árvore. Vê ao longe uma cerimônia de funeral. Seu olhar está fixado especificamente em uma pessoa: Scully. Não sabia ao certo o que viera fazer ali. Mas dentro do seu íntimo, algo lhe dizia que tinha que estar naquele lugar. Alguma coisa o atraía para Boston. Não sabia o quê. Durante o passar destes dias, durante este período que passou, muita coisa havia mudado. Esta era a sua vida. Estava casado e amava sua esposa. Descobrira suas atuais convicções e buscas e não somente descobriu mas reconheceu-as como suas. Tudo lhe era familiar, íntimo e natural. Scully tornara-se a senhora Clooney. Chamá-la assim já era tão natural... Ficaria ali, apenas observando.


Acabara a cerimônia. As pessoas já estavam partindo. Mulder parado em seu lugar. Scully e sua filha estão indo em direção ao carro. Mulder, então, caminha em sua direção. Scully não o percebe, até que ele a alcance.


- Senhora Clooney! – Chama-lhe.


Ela volta o olhar para ele. .Neste momento, Mulder parece que toma um choque. Ao olhar aquele rosto, foi como se uma corrente elétrica o atravessasse. E sentimentos vários lhe tomaram conta. Viu naquele rosto,uma imensa tristeza e dor. Como em outro momento, seu desejo maior era abraçá-la. Seu coração pulsava aceleradamente. Falou com ternura:


- Senhora Clooney, eu... eu... não sei o que dizer. Gostaria de que não estivesse passando por tanto sofrimento. Se eu pudesse ajudá-la...


Ela o olha por um instante, baixa o olhar, depois lhe diz:


- Sabe quem fez isso? Sabe quem é o responsável? Se quer me ajudar, encontre quem matou meu marido.


- Eu quero que saiba que farei o possível para que a justiça seja feita. Sei que é o que a senhora quer.


- Eu quero a verdade, senhor Mulder. É só isto.


Ele faz uma expressão de que compreendia, e abaixa a cabeça com ar triste. Pergunta se pode acompanhá-la até sua casa. Ela recusa e, depois de sua insistência, acaba cedendo. Dispensa o motorista que as estava esperando.


Durante o percurso não conversaram. Ele não sabia o que falar. E ela não dava nenhuma abertura para o diálogo.


Chegaram, e, Scully e sua filha saíram do carro. Mulder também.


- Eu sinto realmente pelo que aconteceu.


Ela não disse nada. Demonstrava cansaço, enfado e indisposição para conversar. Mulder, instintivamente, pega sua mão. Ela surpreende-se, mas não recusa seu toque. Ele a olha sem emitir uma frase. Mas podia ser visto em seu rosto e neste gesto, a vontade de confortá-la, de dissipar sua dor.


E com este aperto de mão pareceu transferir-se para Mulder a dor que ela estava sentindo. Vê-la daquela forma germinou nele sentimentos por ela que pareciam há muito tempo haviam adormecidos. Não queria deixá-la. Nenhum dos dois se movia, até que Lilian a chama.


- Tenho que ir. – diz Scully, sem lhe soltar a mão.


Ele quer adiar a despedida. No entanto, não lhe é mais possível.


- Qualquer coisa que queira, qualquer problema, me comunique.


- Tudo bem. Agora tenho que entrar. Minha filha precisa de mim.


Mulder a espera entrar. Depois de alguns minutos em pé olhando ainda para casa de Scully, vai embora.




22 horas e 33 minutos.
Washington
Casa de Mulder e Diana


Mulder chega em casa; senta-se no sofá no escuro. Não iria subir porque não queria acordar Diana e fica por ali mesmo. Além do mais, não queria conversar. Olha ao seu redor. “Esta é a minha casa? Esta é a minha vida?”, pensou. Dentro de si havia um conflituoso estado de espírito. Aqueles momentos com Scully, fizeram acender dentro dele um desejo que os dias que se passaram haviam apagado. Desejava voltar. Mulder durante aqueles oito dias assimilou os novos rumos que sua vida tomara. E não só isso acontecera. Não somente assimilou sua nova vida, mas, apropriou-se dela. No entanto, ao rever Scully desta última vez, sentiu que não queria, não podia esquecê-la. Aquela mulher era parte das lembranças, parte da vida que estava deixando para trás, que estava deixando escapar. Não iria acontecer. Haveria uma maneira de voltar.


Queria sua vida de volta. Queria Scully de volta. Amanhã de manhã falaria novamente com o senhor Moonwalker. Ele teria que ajudá-lo de alguma forma.


Enquanto Mulder refletia, de repente uma voz o chama:


- Fox, meu amor, não vem deitar? Vai dormir no sofá de novo?


É Diana no alto da escada. Mulder a olha e responde:


- Estou indo daqui a pouco.


Diana volta para o quarto. Ele permanece sentado. Põe as mãos entre a cabeça. Não consegue sair de seu estado de angústia.


Deitou-se no sofá e pensou: “Será que haveria uma solução, uma saída? Teria que haver. Sim, teria que haver.”


Seus olhos miram o teto da sala, mas estavam distantes dali. Não só os olhos, mas sua mente, seu coração. O que ele podia concluir daquilo tudo? As escolhas que ele e Scully fizeram os separavam fisicamente, emocionalmente. Mas de alguma forma acabaram se encontrando. Ela agora tinha uma família, uma filha. Melissa também, provavelmente, estaria viva. Parecia ter uma vida tranqüila. De uma maneira ou de outra seus caminhos sempre iriam se cruzar? E de qualquer forma ele sempre a faria sofrer? “Mas não fui eu quem matou Brad”, pensou. “Ele foi quem fizera suas próprias escolhas. Não eu”. Não provocara a dor em Scully. Porém, queria tirá-la dela. .A dor de Scully, com o passar do tempo, seria amenizada. Mas... Mas... Não era só isso. Não era somente o seu sofrimento que o incomodava. Por um momento uma rejeição a este novo estado em que se encontrava, começou a brotar. A idéia de nunca mais vê-la ou estar a seu lado começava o incomodar. No instante em que pegara sua mão, sentiu um querer, um desejo e uma vontade de nunca mais a deixar. Não só porque ela sofria ou porque queria dissipar seu sofrimento, mas porque a amava. Naquele momento, em que a tocara, este sentimento, amor, que parecia ter ido embora com os dias que se passaram, reacendeu e fez arder em seu peito a chama que em algum momento começou a se apagar. Não deixaria morrer este amor que era só dele. Não ia perdê-la. Amanhã resolveria isto. Queria voltar para casa, queria voltar para sua antiga vida. Sim, queria voltar para Scully.


24 de janeiro de 2003
08 horas e 35 minutos.


Mulder acabou por dormir no sofá.


- Fox, dormiu aí por quê? Está fugindo de mim? É melhor levantar pois temos muito o que fazer. Mulder, Mulder, levante!!!


Mulder não sabe se deve continuar dormindo. Espera alguns minutos, então vira-se devagar. A voz que ouvia parecia distante, longínqua.


- O sofá estava tão melhor assim do que a cama? - Perguntou ela.


Ele abre os olhos. Seu coração acelera. Fica imóvel por um minuto. Scully, sentada na mesa de centro, olhava para ele esperando uma resposta.
Mulder senta-se. Também olha para ela. Num gesto calmo e delicado, puxa-a para si e, abraçando-a, dá-lhe um longo e apaixonado beijo. Ela apesar de não saber o motivo de tão repentino gesto, retribui-lhe da mesma forma e intensidade. Quando, enfim, seus lábios se separam, ela diz:


-Bem, se for para toda manhã você acordar disposto assim, não é tão má idéia você dormir no sofá.


Ele ri e a beija novamente. E continua a olhá-la.


- O que foi? – Pergunta ela.


- Gosto de olhar para você. - Disse ele rindo e abraçando-a.


Ele queria ter certeza de que aquilo era real. Queria tocá-la, senti-la. Talvez estivesse devaneando, imaginando, ou qualquer coisa parecida. Não tinha mais convicção do que era realidade ou imaginação. Precisava sentir. Ao envolver Scully em seus braços pôde crer que sua vida estava de volta; Scully estava de volta.


Scully não compreendia o motivo de tanto carinho repentino. Eles atualmente passaram a demonstrar afeto, amor um pelo outro, físico e verbal. Beijos e abraços, agora, eram atos comuns entre os dois. Porém, aquele ímpeto romântico de Mulder a deixou inquieta. Ela se afasta.


- Está tudo bem? - Perguntou Scully.


- Se eu lhe contar não vai acreditar.


- Por que você não tenta? - Ela responde.


- Bem, eu tive um sonho muito estranho, tão estranho que parecia que estava acontecendo mesmo. Sonhei que você e eu não nos conhecíamos. Aliás, eu conhecia você, porém você não me conhecia. Você era médica e casada; eu trabalhava no FBI ainda, e era Diretor Assistente. – falou isso dando um risinho – Foi um sonho bem maluco, ou um pesadelo, porque eu iria viver aquela vida e nunca mais poderia estar com você como estou agora. Nossas vidas teriam um abismo muito grande e, talvez, nem sequer nos falaríamos mais.


Novamente ele a chega para perto de si. Acaricia seu rosto, olha em seus olhos e diz:


-Ainda bem que foi tudo um sonho.


Scully esboça um sorriso e o beija levemente respondendo:


- Haja o que houver, aconteça o que acontecer, Mulder, eu vou estar sempre perto de você. E pelo que eu pude entender do que me contou, mesmo em seus sonhos eu estaria lá. Quer você queira, quer não, acho que não há como você escapar de mim. – Disse ela sorrindo.


Ele concorda retribuindo com outro sorriso e outro beijo.


-Bom, a conversa está muito boa, mas nós temos muito o que fazer, senhor Mulder. Nós estamos atrasados. Marcamos às nove horas com o senhor Brad Clooney, você lembra? Temos que correr.


Ao ouvir Scully mencionar o nome de Brad, Mulder dá um salto do sofá.


- Quem nos espera? – Pergunta ele.


- Como assim? Mulder, o que há com você?


- Você disse Brad Clooney? Ele está vivo?


- E por que não deveria estar?


Mulder demonstra embaraço. Ele, neste instante, olha à sua volta. Nota que o lugar em que ele está não é o mesmo quarto do Kiss Motel. Olha para Scully.


- Que dia é hoje?


- Como que dia é hoje?


- Que dia é hoje, Scully?


- Hoje é dia vinte e quatro janeiro? Quer saber o ano também?


- Que lugar é este? Onde estamos? Por favor, só me diga isso.


Ela olha para ele sem saber se responde ou não. Mulder às vezes é meio estranho. Ela estava acostumada. Mas isto... Ela não responde.


- Preciso saber onde estamos. Só isso.


Um tanto contrafeita, ela lhe diz:


- Estamos em Boston. Quer saber o nome da cidade, da rua, o número do apartamento? Por favor, me diga o que está havendo.


Ele olha pela janela. Volta-se para ela, vê suas roupas jogadas na cadeira e as pega. Scully apenas o observa. Num momento de confusão e ansiedade ele acha o que suspeitava encontrar ali. O tubo com a substância que Scully lhe havia dado e a lista com nomes dos super-soldados. Ele cai sentado no sofá. Seu olhar está cheio de questionamento, de perguntas, de dúvidas. E diz:


- Não é possível!!! Não há possibilidade de isto estar acontecendo. Ou há ?


A pergunta de Mulder fica no ar. Scully não saberia responder. Ela tinha tantas perguntas quanto ele. Mulder permanece sentado olhando para o tubo que está em suas mãos. O que estava acontecendo? O que vivia, agora, era um sonho ou realidade? O que passara terá sido
realmente imaginação? E se não foi? Ele acabou modificando sua vida?


Scully, por fim, lhe pergunta:


- Mulder, fale comigo. Em que está pensando?


- Estou pensando em possibilidades, Scully, apenas possibilidades...


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