terça-feira, 15 de setembro de 2009

Fanfic "Possibilidades" Parte 5

20 de janeiro de 2003

08 horas da manhã

Washington

Quartel General do FBI

Mulder chegou à sua sala e solicitou `a sua secretária que localizasse Jeffrey Spender, pois queria falar com ele. Durante todo o dia de ontem não conseguira o encontrar. Havia feito algumas descobertas sobre o caso que investigavam. O semblante de Mulder transparecia uma serenidade que no dia anterior não poderia ser vista.

Seu telefone toca. Novamente, não foi possível encontrar o agente Spender.

- Parece que nosso agente anda bastante ocupado não?- Falou ele à secretária – Quando conseguir o contatar me informe, por favor.

- Sim, senhor.

Mulder permanece sentado. Um pensamento lhe veio: quer dizer que nosso caro agente Spender resolveu desaparecer. Na verdade ele ultimamente andava cometendo sumiços temporários, sem explicar por quê. Teve uma idéia.

09 horas e 25 minutos

Washington

Apartamento de Jeffrey Spender

Mulder entra no apartamento de Jeffrey. O lugar não é muito grande, mas é mais aconchegante e mais arrumado que o seu antigo apartamento. Jeffrey, com certeza, era mais organizado que ele. Vasculha algumas gavetas, armários, guarda-roupa. Estava fazendo uma verdadeira busca. No entanto, não estava encontrando nada que o pudesse dar uma direção.

Liga o computador. Não consegue achar nada também ali. Tenta entrar em seu e-mail, mas foi em vão. Desistiu. Quando ia embora, de repente, o telefone toca. Ele pára, não sabe se atende. Mas não consegue vencer o desejo de não atender.Tira o telefone do gancho e espera a pessoa do outro lado do telefone se manifestar.

- Alô! – disse a voz – É da casa do senhor Spender?

Mulder surpreso, fica sem saber o que dizer. Aquela voz, aquela voz era a última que pensava ouvir naquele momento. Era Scully. Ele tenta modificar o tom de sua voz, para que ela não o reconheça e diz:

- É sim. É ele quem fala.

- Quem está falando?

- O senhor não me conhece, pelo menos acho que não. Eu... eu... o senhor me telefonou ontem à noite... eu.. eu... tentei ligar antes mas ninguém atendia. Quero saber se realmente pode nos ajudar.

Mulder, prontamente, disse que sim. Não sabia aonde aquilo ia dar. Mas queria prender a atenção dela o máximo possível. Os dois ficaram esperando a continuação da conversa, até que Mulder diz:

- Quer marcar um local para que nos encontremos?

Ela não sabia muito se queria isso. Mas era inevitável um encontro entre os dois.

- Acho que seria melhor mesmo. Existe um local aqui em Boston...

Ela passa-lhe o endereço. Sua voz está apreensiva. Mulder em seu íntimo queria confortá-la. Não esperava o momento de revê-la. Parecia que não se viam há tanto tempo... Por um momento recorda o que o senhor Moonwalker dissera. Ele poderia estar a esquecendo e sua lembrança parecia como de um passado um pouco distante. Tinha que ir a seu encontro. Não podia deixar tal coisa acontecer. E estando com ela, certamente isto não ocorreria.

Marcou o encontro num restaurante às oito e meia. Até lá iria investigar mais sobre Jeffrey. Ainda mais agora. O que Scully queria com o agente? De onde se conheciam? Será que ela conhecia Jeffrey e não a ele? Quantas perguntas. Esperava que o encontro com Scully pudesse esclarecer muitas delas. Ele saiu do apartamento comprou suas passagem para Boston. Usou seu antigo nome de disfarce. Não queria que ninguém soubesse aonde iria. Chegando ao FBI Jeffrey chegava juntamente com ele. O chamou até sua sala.

- O que deseja falar comigo?

- Ora, agente Spender... O que mais poderia ser? O senhor está encarregado de um caso e até agora não retornou com nenhuma solução ou resposta? Aliás, o senhor tem sido uma incógnita estes dias, pois encontrá-lo foi algo impossível.

- O caso não pertence a mim. Todos estamos empenhados nisso.

- Tem razão. Todos estamos envolvidos. Por isso, verifiquei alguns dados que me foram passados. Você sabia que Gabriel Burns foi morto com uma injeção? Parece que injetaram uma substância em seu organismo, que o levou a morte.

- Sim, já sabia disto. Só não sabemos que substância é esta.

- Isto significa que alguém descobriu algo que pode acabar com nossos super-soldados. – Mulder sentou-se sobre sua mesa. Olhou fixamente para Jeffrey, como querendo intimidá-lo. - O senhor tem certeza de que não sabe quem poderia ser?

- Não. As nossas investigações não têm apontado nenhum suspeito concreto. Aliás, tenho notícias nem um pouco agradáveis. Outro super-soldado foi encontrado morto. Coronel Andrew Patrick. Estava em sua casa de campo. As situações da morte foram semelhantes 'a de Burns. O assassino não deixou nenhum vestígio ou rastro. Era isto que eu estava verificando estes dias. Acho que o problema é bem maior do que imaginávamos.

Mulder estava calado e assim permaneceu. Alguma coisa fazia-o pensar que Jeffrey não estava sendo totalmente verdadeiro. As coisas que tinha verificado apontavam para atitudes um tanto quanto ambíguas e não claras do agente. Deixou de mencionar fatos importantes como o da injeção que levara Burns à morte. Omitira os resultados das análises que mostravam o que tipo de substâncias estavam contidas no organismo da vítima. Decididamente ele não estava sendo totalmente verdadeiro. Será por que tinha algo a esconder ou porque queria resolver tudo sozinho e ficar bem aos olhos de seu pai? Será que ele era tão infantil e ingênuo assim? Disse então:

- O que pretende fazer?

- Estou esperando para ver os resultados das análises do corpo do Coronel. Tudo indica que o procedimento tenha sido o mesmo do utilizado para matar Burns.

- Quando tiver os resultados me informe.

Jeffrey saiu. Mulder saiu logo atrás dele. Diana o encontrou no corredor. Ele estava com pressa, pois tinha que ir para Boston. Por isso, tratou de se desvencilhar dela.

18 horas e 30 minutos

Boston

Brothers Restaurant

Scully chegou no local na hora marcada. Estava temerosa. Não deveria estar ali, mas queria acabar logo com aquilo. Tinha que ajudar seu marido. Tinha que proteger sua família. Se o que estava por fazer era o necessário para isso, então tinha que arriscar. Certeza que podia confiar neste tal de Jeffrey, não possuía. Porém, era a única coisa que lhe restava fazer. Bem, ele disse ser do FBI, aliás, ele provou isso.E, assim sendo, nada podia sair errado.

Enquanto ela estava refletindo, o garçom veio até sua mesa. Entregou-lhe o cardápio. Ela fez menção de recusar, mas ele insistiu. Quando o tomou em suas mãos, viu um bilhete que estava contido nele. Leu-o, era de Jeffrey. Ele tinha mudado de idéia. Achava que ali não era seguro o bastante para se encontrarem. Sugeriu que Scully fosse para o lugar indicado no bilhete. Ela, em seu íntimo, começou a vacilar. Não esperava por isto. Estar ali já não era aconselhável... Porém decidiu seguir as instruções do agente.

Scully entra num prédio antigo. O lugar não era de aparência agradável, ou confiável. Por isso, o medo que fazia seu coração pulsar rapidamente, aumentou. O encontro se daria no terceiro andar.

Ela sobe os degraus devagar. Olha para os lados, para cima e para baixo com desconfiança. Chega no andar desejado. Toca a campainha do apartamento que lhe indicara o bilhete. Quando a maçaneta da porta gira, seu coração já não suportava tamanha ansiedade. A porta se abre. Então:

- Você!? – gritou ela, e no mesmo instante virou-se e correu.

- Scully!!!- Grita Mulder, correndo em se encalço.

Ela não pára, porém Mulder a alcança, facilmente. Ele a segura.

- Scully, precisa me ouvir; precisa confiar em mim. Por favor.

Ela não quer ouvi-lo. Luta para se soltar de seus braços. Numa atitude de desespero morde-lhe a mão. Mulder a solta. Scully, novamente, se põe a correr. Mulder atrás. Mais uma vez, ele a agarra. Ela não se dá por vencida e agride-o violentamente. Ele não sabe o que fazer, pois não quer machucá-la. Imobiliza-a por fim e diz:

- Por favor, eu não quero lhe fazer mal. Escute-me, confie em mim.

Ela não estava convencida, tampouco confiava nele. Porém, qualquer gesto de fuga era inútil. Tentou acalmar-se. E desistiu da luta. Ficou parada olhando para Mulder. Ele, naquele instante, viu no olhar que Scully lhe lançava algo que nunca pensara: ódio e medo. Ela o odiava! Um sentimento estranho perpassou seu coração. Um nó em sua garganta o fez emudecer. Ele fez sinal para que ela entrasse no apartamento. Ela obedeceu.

Os dois entraram, sempre em silêncio. Ficaram frente a frente. Mulder iniciou o diálogo.

- Eu não sou o agente Spender.

- Você não acha que já percebi isto? – disse ela, com ar sério, interrompendo-o.

- Bem, sou do FBI também. O que você tinha de tão importante para falar com ele? – neste instante Mulder olha para Scully e percebe algo que não havia dado importância antes.

- Era isto que queria lhe entregar?

Scully não responde. Parada em pé diante dele parece estar perdida.

- Scully ... – recomeça ele.

- Senhora Scully, ou senhora Clooney. – Novamente ela o interrompe.

- Senhora Scully. O que está havendo? Se continuar calada posso acusá-la de obstrução à justiça. Poderia me dar o envelope? Era o que veio fazer aqui sim?

- Antes, vai garantir que vai nos deixar em paz. Não irá nos importunar mais. Aí está tudo o que quer, o que o seu agente queria.

- Eu prometo que não ocorrerá nada com vo... a senhora. Só quero que entenda que sou seu amigo; que não quero o seu mal e o da sua família. Tem que confiar em mim.

- Como posso ter certeza? Como saberei que não vão mais nos ameaçar, nos perseguir?

- Como disse, terá que confiar em mim.

Scully não tem muita escolha e entrega o envelope. Mulder pega. Scully caminha em direção à porta. Mulder, tentando detê-la mais um pouco consigo e querendo adquirir sua confiança, diz:

- Não vá ainda. Temos que conversar. Disse-me querer ter certeza de que nada lhe iria acontecer, que sua família estaria segura...

- O que quer?- pergunta ela.

- Primeiro, tenho que examinar isto aqui. Depois conversaremos.

Ele abre o envelope. Primeiramente o que vê são números, fórmulas. Nas páginas seguintes, relações de nomes data de nascimento, endereços... De repente Mulder não acredita no que vê, os nomes de Gabriel Burns, Richard Conrad, o coronel que também fora assassinado e, o mais inesperado: Knowle Roher. Vira-se para Scully e pergunta:

- O que significa isto?

- Não sei – respondeu ela.

- Como não sabe? Por que ia entregar isto ao agente Spender? O que ele sabia a respeito? Diga-me o que sabe, senhora Clooney.

- Eu pensei que soubesse. Não é do FBI? E além do mais, ele não é seu agente? Não sei muito bem o que significa.

Ela demonstra certa irritação e surpresa.

- Olha, senhora Clooney, nós estamos investigando alguns assassinatos. O agente Spender estava encarregado das investigações. Esta lista contém nomes de algumas pessoas que foram mortas. Como a senhora não sabe do que se trata?

- Não sei nada mesmo. O que sei é que uns homens estavam ameaçando meu marido. Seu agente me disse se eu entregasse esses papéis a ele as ameaças iam parar. Não sei nada sobre estes nomes aí , nem o que querem dizer.

- E estas fórmulas? O que são?

- São uma substância. Eu nunca a vi, nem sei quem a produz. Elas estavam em meu laboratório, eu as retirei de lá para entregar ao agente Spender. Mas não sei dizer mais nada a respeito.

- Como não? O que estavam fazendo lá? Está lidando com o FBI. Então, não me diga que não sabe de nada. Conte-me tudo que sabe.

Mulder esqueceu-se um pouco com quem estava falando, e demonstrava certa impaciência. Olhava fixa e seriamente para Scully esperando uma resposta. Suas atitudes e sentimentos em relação a ela estavam ficando confusos e ambíguos.

Scully diz com certo receio:

- Eu... eu retirei esses papéis de meu laboratório como disse. Retirei-os de lá sem saber do que se tratavam. Porém Brad, meu marido me disse que algumas pessoas o estavam ameaçando para que ele produzisse essas substâncias. Ele não me disse para quê. Nosso laboratório trabalha com vários tipos elementos químicos. Em nossas pesquisas e manipulações descobrimos fórmula base dessa substância há alguns anos. O Brad continuou a manipulá-la. Eu não me preocupei por haver me desinteressado pelo assunto. E agora pessoas a estão querendo e o ameaçando não sei por quê. Seu agente entrou em contato conosco, porém meu marido evitou-o. Até que ele entrou em contato comigo. Disse que se eu colaborasse nos deixaria em paz. Agora, quanto a essas mortes, de que o senhor fala, nada tenho a dizer.

- Olha, gostaria de sua colaboração. Tenho que ter certeza de alguns fatos para que tudo termine bem.

- O que quer que eu faça?

- Por enquanto nada. Só não tente fazer nada sem me falar antes. Também quero uma amostra desta substância.

- Eu não sei se posso..

- Eu sei que pode. – Disse Mulder mais uma vez com impaciência.

Foram ao laboratório de Scully e ela lhe deu o que queria. Após isso, Mulder, depois de muito insistir, levou Scully até em casa. No caminho tentou uma aproximação, no entanto foi em vão. Ela se mostrava distante e arredia. Não lhe tirava a razão. Primeiro porque não o conhecia, segundo estas histórias de assassinato e FBI certamente a estavam amedrontando.

Chegaram à casa dela. Parou um pouco distante, para que não fosse visto. Mulder reparou que era uma grande e linda casa. Scully rapidamente saiu do carro sem lhe dar chance de qualquer palavra a mais. Ficou observando-a entrar. Ao abrir a porta viu uma linda menina vir ao seu encontro. As duas entraram e Mulder permaneceu ali durante alguns minutos, depois partiu.

21 de janeiro de 2003

08 horas e 10 minutos

Washington

Quartel General do FBI

Mulder chega e manda chamar Jeffrey. Ele chega e para à porta:

- O que há de tão importante para falar comigo tão cedo?

- Eu é que lhe pergunto agente, Spender: como andam suas investigações?

- Nada de novo. Como você já sabe, temos alguém que anda injetando substâncias em nossos homens. O que fiz foi procurar descobrir que tipo de substância é essa. Não conseguimos identificar claramente que substâncias são essas , mandamos analisarem a sua composição, mas não tivemos os resultados ainda.

- Nada mais?- Perguntou Mulder secamente.

- Não. As investigações continuam . Mas parece que nosso homem, ou homens, é muito bom.

- Tudo bem. E só isto por enquanto. Qualquer novidade me comunique.

As desconfianças de Mulder aumentavam. Spender estava escondendo algo.

Resolveu investigar com mais intensidade os passos do agente. Pôs alguém no encalço de Jeffrey e escutas em seu apartamento. Queria descobrir qual o verdadeiro envolvimento dele nesta história toda.

E Mulder a cada atitude que tomava, sentia-se tão seguro quanto sua posição e autoridade que ficava surpreso consigo mesmo.

22 de janeiro de 2003

20 horas e 25 minutos

Casa de Mulder

O celular de Mulder toca. Ele está no banho e Diana atende. É Scully. Ela não sabe explicar direito o porquê ligou e desliga. Diana fica um tanto confusa.

Mulder sai do banho. Diana o espera se vestir e lhe pergunta:

- Quem é Dana?


Links: Possibilidades Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

2 comentários:

SCULLYSTA disse...

MUITO BOA ESSA HISTORIA.PARABENS!!!!!!!!!!!!!!!

kekedascully disse...

Muito obrigada!
E eu estava com medo de expor novamente este texto. Qd reli, vi que não era tão ruim quanto eu lembrava. :P

Este é blog é feito por fãs (Esfiles) de Arquivo X que, apesar da série ter se encerrado há alguns anos, ainda assistem, amam-na e seguem a carreira de seus principais atores. Aqui você, visitante, encontrará noticias de nossas atividades, encontros e também notícias relacionadas à série e seus atores.