sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Entrevista (não tão) Recente de David Duchovny - Parte 2

AVC: Há algum segredo para navegar nesse mundo? Você lembra a você mesmo que as pessoas com quem fala estão tão entrosadas quanto você?

DD: Bem, eu acho que depende do jogo que as pessoas estão jogando. Algumas pessoas jogam um jogo artístico, e estão fazendo arte e isso tem regras diferentes. E algumas pessoas recebem pagamento, o que é legal também. E tem muitas pessoas abaixo da linha que estão recebendo pagamento, e você tem que aparecer e trabalhar para eles também, então... Assim como cada show tem o seu tom, cada show tem pessoas diferentes jogando diferentes jogos. Não digo “jogo” pejorativamente, eu quero dizer, são estórias diferentes que contamos para nós mesmos quando vamos trabalhar.

House Of D (2004)—“Tom Warshaw”

DD: Eu peguei um script chamado “Yoga Man”, bem ao estilo anos 70, sobre um anti-herói, bastante parecido com Shampoo, em um estúdio de Yoga. E eu trabalhava com um treinador de atuação chamado Larry Moss, me preparando para atuar em algo que nunca havia feito, em um filme que ainda não estava pronto, mas que eu ainda gostaria de fazer um dia. E Larry havia visto um episódio de X-Files que eu tinha escrito e dirigido, e disse: “Sabe, você deveria ter mandado seu agente enviar esse episódio para todos, por que é o que você deveria estar fazendo, escrevendo e dirigindo. O que conseguiu? O que você quer escrever e dirigir?”. Eu entreguei Yoga Man para ele e na semana seguinte nos encontramos e ele disse: “Bem, isso é bom, mas acho que você tem algo melhor. Tem algo mais que você se interessa?”.

E contei que tinha umas idéias sobre uma estória que se passava em Nova Iorque nos anos 70. Basicamente, a imagem que vinha à minha mente era um tipo de conto de fadas sobre um garoto que não tinha alguém adulto para conversar, pois perdeu seu pai, não conseguia achar sua mãe, então falava com uma mulher fora de vista, bem ao estilo Rapunzel ou algo assim, presa em uma torre. E tudo girava em torno do “Women’s House of Detention”, que era uma torre numa cidade, por mais irreal que pudesse parecer.

O filme é sobre tentar descobrir quem pode ser essa mulher sem face, e é um filme crescente, nos modos de Cinema Paradiso. E o fato da verdadeira “House of Detention” ser um jardim agora me parece uma linda metáfora natural. Se tivesse inventado isso, seria muito precioso, mas é a verdade; a prisão agora é um jardim. E eu queria contar uma estória que honraria a jornada daquele menino, sobre como sua prisão se tornou um jardim. E quando terminei tudo, olhei e Larry estava chorando. Depois, descobri que Larry chorava por tudo, mas na época, achei que era um sinal, então voltei e fiz de “House of D” minha prioridade. Queria que fosse parecido com Cinema Paradiso, e queria fazer um filme ao estilo americano-europeu fora de época. E acho que foi o que fiz.

AVC: Você ficou decepcionado com as reações sobre filme? Ou só feliz por ter feito?

Bem, os dois. Digo, você sempre quer que todos digam que você estava ótimo cada vez que faz alguma coisa. Acho que é a natureza humana. Eu gostaria que mais pessoas tivessem visto, sabe... não fiz para mim. Não fiz para deixar na minha estante e dizer: “Ei, eu fiz isso e ninguém viu.”. Então não é tanto a reação da crítica, por que isso se desfaz – é só barulho que acontece, às vezes – mas queria que mais pessoas tivessem visto.

Fonte: The A.V. Club

Tradutora: Yayá

Parte 1 da entrevista




2 comentários:

Timothy disse...

The Making of Moby Dick

Shelburne, Nova Scotia plays the perfect Nantucket

By Timothy Gillespie

http://www.ShelburneNovaScotia.com/mobydick

Oct 2, 2009



For a week now, Shelburne’s Historic Waterfront has been playing the part of 1850s Nantucket, Massachusetts, then the epicenter of the massive and worldwide whaling industry. You couldn’t find better type casting anywhere, according to Rob Gray, production designer for the $25 million, 4-hour television production of Herman Melville’s Moby Dick. “In so many ways, Shelburne is perfect for the role of that quaint, but bustling seaport,” said Mr. Gray in an interview.



The largest set on Dock Street is a facsimile of the Nantucket Wharf, with Henry Willis Shipping, Majestic Whale Oil Spermaceti Limited and George T. Baker & Sons. Gray and director Mike Barker and crew have also created replicas of The Spouter Inn, Seaman’s Bethel (Whaleman’s Chapel in New Bedford in Melville’s version) with graveyard, a black church, A.. J. Peters Shipsmiths, a chandlery and a long Nantucket streetscape.



There have been several daytime and nighttime shoots during the filming and on Thursday evening, the cast and crew spent ten hours inside the Chapel filming the famed sermon by Father Mapple, played by Canadian actor, Donald Sutherland. On hand also were Ethan Hawke (Starbuck), Gillian Anderson (Ahab’s wife Elizabeth), Eddie Marsan (Stubb) and Raul Trujillo (Queequeg), plus a bevy of extras as gentlemen and ladies, children and sailors about to head out to sea.



Director Barker is known for his fastidiousness, which was apparent in the 2008 film, Sea Wolf - also shot in Nova Scotia - and many of the shots had several takes. The length of the shoot might have been an ordeal for some of the cast and crew, but not for lucky local Andrea Dedrick, who was tapped for a non-speaking role as Starbuck’s wife to play. She apparently was forced to kiss the heartthrob Ethan Hawke twenty or more times before Barker shouted “cut and print!”



One of the more elaborate sets on the waterfront is the recreation of The Spouter’s Inn, where Melville’s protagonist Ishmael (played by Brit actor Charlie Cox) becomes acquainted with the sailors prior to his first whaling cruise and where he finds that he will be sharing a bed that night with the cannibalistic idol-worshiper Queequeg. The north end of Cox’s warehouse is dressed to the nines in 19th century pub fare and is dominated by a massive painting, which Ishmael describes in Moby Dick with great portent as “besmoked and defaced…”, “…an unnatural combat of the four elements…” and representing an exasperated whale impaling itself on the three mastheads of a sinking ship.



Nova Scotia filming for the movie began in Lunenburg last month and will end in Shelburne on Tuesday. The below decks interiors first scheduled for shooting locally have been transferred to Halifax and filming of the Pequod’s odyssey, including the hunting of whales and destruction by Moby Dick, will be done in Malta. The film, produced by German media giant Tele Mhnchen Group, is expected to air in 2010. Timothy Gillespie is a Shelburne-based history enthusiast and writer. This is the first of a series of articles on the making of Moby Dick.

kekedascully disse...

Timothy,
Thank you for share this!

Este é blog é feito por fãs (Esfiles) de Arquivo X que, apesar da série ter se encerrado há alguns anos, ainda assistem, amam-na e seguem a carreira de seus principais atores. Aqui você, visitante, encontrará noticias de nossas atividades, encontros e também notícias relacionadas à série e seus atores.