sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fanfic: POSSIBILIDADES - Parte 3

Ela está discursando.
Ele chega à porta do salão, porém não o deixam entrar. Tenta de todas as maneiras. No entanto, em vão. O jeito foi esperar a sessão terminar.

A ansiedade o deixava inquieto. Quando a viu sair foi em sua direção. Para um momento esperando que ela o olhasse. Ela está conversando com uma pessoa passou por ele e pareceu não perceber. Ele parte em sua direção e a chama. Ela ignora. Ele pondo-se à sua frente:

- Scully, não está me ouvindo?

Ela, olhando interrogativamente para ele, permanece calada.

- Scully, o que há com você? Não vai dizer nada?

- Senhor, eu o conheço de algum lugar?

Como se alguém tivesse jogado um balde de água gelada sobre ele;era assim que se sentiu naquela hora.

- Scully, sou eu, Mulder.

- Me desculpe, mas está me confundindo com outra pessoa.

- Não. Não estou não. – Disse ele pegando em seu braço- Venha comigo.

Ela imediatamente se solta e seu colega parte para cima de Mulder pegando-o pelo colarinho.

- O Senhor não ouviu o que ela disse? Por que não sai daqui antes que eu chame a segurança?

Mulder sentiu desejo de esmurrá-lo, mas conteve-se. Decidiu sair. Estava atônito. Scully não o reconhecera. Sua cabeça começava a doer. Precisava sentar. Foi até o saguão do hotel e permaneceu ali sentado, tentando pôr em ordem seus pensamentos. Ficou assim alguns minutos e, quando percebeu que Scully estava saindo, foi em sua direção.

Ela acena para um táxi. Ele, de longe, a observá-la, a segue. Neste momento, começa a garoar. Ao chegar em frente ao Comfort Hotel, o táxi dela para. O dele também. Saindo do carro correndo ele a impede de entrar no hotel, segurando-a novamente.

- Eu preciso falar com você, Scully. Por favor! Há algo acontecendo e não sei o que é. Você não se lembra de mim?

- O senhor está me seguindo? E insiste em dizer que eu o conheço? Por favor digo eu. Deixe-me em paz. Não o conheço. Será que ouviu? Não posso ajudá-lo. O senhor decididamente está me confundindo.

Ela faz um sinal para o segurança do hotel, que vem em sua direção. Mulder a solta e se afasta. Scully, então, corre para dentro. Mulder permanece parado na calçada. A chuva caía, ele parecia não se importar. Na verdade parecia perdido.

Mulder caminha pela calçada e pensa:: “Teria viajado no tempo? Não, pois continuava em janeiro em 2003.” Recorda-se, então, do último momento antes disto tudo ocorrer. Lembra-se da viagem, da chegada ao motel, da noite de amor que os dois tiveram e de como estava angustiado e... e ... não pode ser. E pensou que se tivesse uma oportunidade de escolher outra vida para Scully, escolheria que ela fosse feliz. “Ah meu Deus !” Espanta-se. “Será que era isso? Seu desejo tornou-se realidade? Mas como isso seria possível? Só o fato de desejar algo, poderia acontecer?”

Porém, ele lembra-se que não foi apenas um simples desejo. Seu coração queria ardentemente ver Scully feliz, com uma vida melhor, tudo aquilo que ele não poderia dar a ela. Uma vida normal. Mas isso não dependia das escolhas dele. Foi isso que aconteceu? Será esta a vida que eles teriam se tivessem feito escolhas diferentes?

Pensando nisso, vai ao hotel novamente para falar com ela. Conseguiu o número do apartamento dela. Afinal, era Diretor do FBI e tinha seus meios.

Toca a campanhia do quarto. Mulder não sabia direito o que ia dizer, mas tinha de, algum modo, convencer Scully do que se passava. Um homem abre a porta e olha para aquele sujeito todo molhado em pé à sua frente.

- O que deseja?

- Hã... A senhora Scully está?

- Senhora Scully? – perguntou o homem surpreso.

- Sim, a Dr. Dana Scully.

- Desculpe-me. É que há muito não a chamam por Dana Scully. O senhor é...

- Sou médico. Estava na conferência e não deu tempo de conversar com ela. Queria parabenizá-la pelo que apresentou e trocar algumas idéias.

Mulder ouve uma porta se abrir.

- Brad – é Scully - Amor, quem está aí?

Mulder não acredita no que ouve. Instintivamente, olha a mão do homem que o atendeu e vê uma aliança. Sua reação é sair mais do que depressa dali. Nem se despede. Ruma, apressadamente, para o elevador. Scully não teve tempo de ver que o homem que o seu marido atendia era o mesmo que a seguira.

- Quem, meu amor? Perguntou ela.

- Disse que era médico e queria conversar com você. Tinha lhe visto na conferência do Hotel. Mas foi embora tão de repente... Parecia que estava fugindo de algo.

- Que estranho. - Disse ela - E passou por sua mente se não seria o mesmo homem que a estava importunando. Sentiu-se impelida a falar com Brad sobre o assunto, porém relutou e decidiu não lhe contar.

- Vamos jantar? -Perguntou Brad agarrando-a pela cintura e dando-lhe um beijo no pescoço.


- Excelente idéia. Poderíamos aproveitar e dar um passeio pela cidade.

- Não sei. Estou esperando um telefonema. Sabe aquela paciente minha que estava mal? Bem, ligaram-me, enquanto você estava na conferência, e disseram que ela piorou. Talvez eu tenha que voltar hoje mesmo para Boston, para que possa operá-la amanhã pela manhã.

- Puxa vida! Será que você não merece um descanso?

- Vida de médico é assim mesmo, querida. Você tanto quanto eu sabe muito bem. Mas por enquanto, vamos ao nosso jantar.


- Ok. - Falou Scully fazendo biquinho de choro e agarrando-o - Que pena! Vou, então, desfrutar de você enquanto seus pacientes me permitem.

Ela tinha saído do banho e ainda estava de roupão. Brad não tem muito trabalho, por isso, em despi-la. O jantar podia esperar mais um pouco. Seus pacientes também.

Mulder está deitado no escuro em seu quarto quando Diana entra. Ele tentava entender, desde o momento em que deixara o hotel, o que poderia estar ocorrendo. Diana senta na extremidade da cama. Fica olhando para Mulder até que diz:

- O que está havendo com você? Não consegui achá-lo durante todo o dia.

- Não há nada de errado. Respondeu ele com ar cansativo. Só estou cheio de toda esta história.

- Mas você não pode deixar os outros, assim, sem saber onde está. Precisam de você para resolver os problemas.

- O assassinato do tal super-soldado? Existe gente mais qualificada do que eu para isso.

- Do que está falando, Fox?

- De nada. Como disse, estou exausto.

Ela permanece fitando-o. Não sabe o que se passava com ele. Já estava acostumada com seu jeito calado e instropectivo. Às vezes, era difícil lidar com suas inquietações. Por isso, procurava sempre fazer com que ele se abrisse, pois o amava.

Mulder permanece inerte, sem dizer palavra. Diana, então, aproxima-se dele. Deita-se ao seu lado. Passa as mãos por seus cabelos macios. Beija-lhe a testa. Podia sentir sua respiração. Ele continua sem fazer nenhum movimento. Ela beija-lhe levemente os lábios. Num primeiro momento Mulder não esboça reação, no entanto seu coração bate forte. E um desejo intenso fez-lhe arrepiar o corpo e uma vontade de amar aquela mulher lhe toma conta. Num gesto carinhoso abraça-a e retribui o beijo que lhe dera. Num ato de paixão e entrega os dois corpos começam a se acariciar e despir-se mutuamente.

Porém, num rompante, Mulder afasta-a de si. Sai do quarto e desce as escadas sem saber por que e para onde ir. Senta-se no sofá em frente à lareira. Levanta-se e vai em direção a ela. Algo lhe chamara atenção. Alguns porta-retratos estavam dispostos ali. Para e começa a olhá-los.

A primeira foto continha ele e Diana sentados num lugar que parecia um jardim público. Ele se lembra de onde era, uma cidadezinha chamada Cold Cape. Estava realmente muito frio. Seus rostos na foto transpareciam alegria. E estavam mesmo felizes. Ele se lembrava de cada foto ali. Cada situação mostrada por elas trazia-lhe à mente a lembrança vivida por ele daqueles momentos. Mas como? Como isso era possível?

Diana permaneceu no quarto, na cama. Não desceu para saber o que houve, o que estava havendo. Talvez, soubesse que não obteria respostas; e estava vencida pelo cansaço.
Mulder dormiu no sofá. Acordou com o toque do telefone. Era Jeffrey. Precisava falar com ele urgente.

19 de janeiro
07 horas e 15 minutos
Quartel General do FBI
Sala do Diretor Assistente Fox Mulder

Quando Mulder chegou Jeffrey já o estava esperando.

- Bom dia, agente Spender.

- Não sei se o dia vai ser bom ou mau. Isso dependerá de muitas coisas.
“Pelo jeito Jefrey continua antipático”. Pensou Mulder.

- Bem, o que há de tão urgente para querer falar comigo tão cedo?

- Primeiro diga-me o que há com você, Fox. Não consegui localizá-lo ontem o dia inteiro. E parece que nada tem a fazer por aqui. Anda tranqüilo demais.
- E o que sugere que eu faça? Você deve ter algo há me dizer para me chamar aqui uma hora dessas.

- Olha, temos nossas diferenças. Porém se tem algo em mente precisa nos dizer. Acha que agir sozinho vai ajudar em alguma coisa...

- Não estou pensando nada. Muito pelo contrário, estou até aceitando sugestões. Afinal, penso que quem tem que resolver este caso seja você. Afinal de contas, você conhecia muito bem Gabriel Burns. Se ele foi morto por um de nós, como suspeita, você pode nos dar mais informação do que qualquer outra pessoa.

- Não estou entendendo aonde quer chegar. Seja mais direto.

- Estou sendo direto. Você sabe disso muito bem. Como disse, temos nossas diferenças. Mas nem por isso não nos entendemos.

Mulder estava fazendo jogo com Jeffrey. Não porque não soubesse o que estava havendo ou como agir. Pelo contrário. Parecia seguro de si, seguro de sua posição, da situação. Por um momento ele mesmo não percebeu isso.

Jeffrey olhava para ele com desconfiança. O que Mulder queria dizer com aquelas palavras? Sabia que Fox Mulder era inteligente. Não fora à toa que chegou ao cargo de Diretor Assistente, e, podia ir mais longe. Seu pai confiava muito nele, era o filho preferido, seu motivo de orgulho. E fazia questão de deixar bem claro para eles isso. Por fim falou:

- Podemos resolver isso juntos.

- É mesmo? Como? Disse Mulder com ar sério.

- Gabriel Burns era um super-soldado advindo da primeira experiência como você sabe. Não era tão evoluído assim. Presumo que alguém esteja fazendo vazar informações sobre as fraquezas de nossos primeiros soldados.

- Como andam as investigações a respeito? Conseguiram alguma coisa no local da morte? Pelo que pude perceber das primeiras investigações, não houve arrombamento, sinal de luta e Gabriel não esperava morrer. Havia alguém no local, alguém que ele conhecia e muito bem. Alguém em que ele confiava. O que você me diz?

- De tudo isto nós já sabemos. O que interessa-nos descobrir é como esta pessoa conseguiu as informações para matá-lo. Ela deve ter acesso às nossas informações secretas. Mandei checar tudo sobre as últimos contatos de Burns para chegarmos até a última pessoa que esteve no local.

- E pelo jeito está difícil.- Mulder olhando com ar de ironia para Jefrey.

- Ninguém viu qualquer pessoa entrar naquele apartamento ou sair.

- E...

- O que quer dizer? - Perguntou Spender meio irritado.

- Você me chama aqui para falar tudo que já sabemos e não acrescentar nada? Foi para isso que me ligou. Por favor, Jefrey... Quando tiver algo mais concreto ou tiver pego quem matou Gabriel , então, venha falar comigo.

Mulder levanta-se da cadeira e faz menção de sair quando Jefrey diz:

- Será que você não consegue deixar de ser tão individualista, tão presunçoso? Se tem alguma idéia do que possa estar ocorrendo, senhor Diretor, por que não fala?

Mulder:

- Como você disse, sou o Diretor. Não tenho que lhe dar satisfação e sim você a mim.

Mulder sai e deixa Jefrey sozinho na sala. Percebeu no olhar do irmão uma coisa que não soube identificar.

A verdade que ele não estava nem reconhecendo a si mesmo. Primeiro foram aquelas fotos dele e de Diana pareciam que realmente tinha vivido aqueles momentos. Agora este caso do super-soldado não leu nenhuma informação a respeito e lembrava de fatos que no dia anterior eram estranhos a ele.
Sai do prédio do FBI. Na noite anterior, pensou algo que poderia explicar o que estava acontecendo com ele.

9 horas e 24 minutos
Casa do senhor Moonwalker

Mulder toca a campanhia. Um homem de cabelos grisalhos olha pela janela. Abre a porta com um sorriso nos lábios, o que tranquilizou um pouco. Mulder observava-o. Sua aparência era de idade avançada, não transparecia cansaço ou enfado. Em seu olhar habitavam uma alegria e serenidade.

- Em que posso ajudá-lo?

- Senhor, Moonwalker?

- Sim.

- Sou Fox Mulder. Preciso lhe falar.

Uma interrogação manifestou-se na face do homem. Mulder percebeu.

- Eu li certo dia sua teoria na internet, sobre viagem através do tempo. Gostaria de conversar a respeito. Eu necessito muito de sua ajuda.

Link: Possibilidades Parte 1
Possibilidades Parte 2

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vídeo Scullysta

Voltemos aos vídeos e deixemos nossas escritas em paz por hora. Aqui está um vídeos que a Cin, novamente ela :P, fez com alguns momentos da nossa querida Scully.

Fanfic "Sangue e Vingança" Parte 2

O efeito da droga injetada faz Karen ter alucinações fortíssimas. Fora de si, acredita estar morta e atravessando o túnel de luz: "Deus me perdoa... eu não quero partir". Pobrezinha, estar vendo e ouvindo coisas, irá partir sim, porém, ver a "luz", jamais!

Devido a uma forte tempestade de neve que se aproximava, o Helicóptero de Resgate do FBI atrasou 23 minutos. A frieza humana e local era tanta, que ao recolherem o corpo desmembrado da Melaine, os Agentes Sandoval e Jacob brincaram com a falta dos pés da vítima, rindo debochadamente, disseram que a moça não voltaria para puxar o pé do Mulder, pois ela não teria como andar. O agente Fox (Mulder) não só era simpatizante de teorias fantasmagóricas, mas também um Mentalto, classe de indivíduos capazes de entrar em contato com o mundo dos mortos (nome denominado pela seita Matora). Quando puxada por um saco negro, suas partes sacudiam ecoando um ato de crueldade jamais visto naquela localidade e também em cidades vizinhas. O agente responsável pela missão, Florence, pergunta ao Mulder a porcentagem de o incidente ser um Arquivo X, ele diz não ter certeza, talvez 65% de chance, número altamente considerável.


Scully não quer participar desta missão, teme pela sua vida. Já foi chipada, livrada de um câncer e desmaiada tantas vezes, que ninguém na Academia sofreu tanto quanto ela.


Mulder sem se dar conta, mais uma vez é vítima de sua louca busca por respostas sobre o seu passado. Sabia que não adiantava fugir, cedo ou tarde esses fantasmas apareceriam para ele com uma prestação de contas triste e dolorosa. Fox já tinha pagado um preço bem alto, teve sua vida familiar destruída, uma irmã abduzida e pais de mentira. Naquele momento, a Scully era seu único refúgio, seus pés num caminho que há tempos deixou de pisar.


O corpo de Karen é encontrado embaixo do lago da cidade boiando como flocos de milho numa tigela com leite, triste comparação, mas era assim que os moradores daquela redondeza se auto-intitulavam ao patinar naquele lugar: "Por sermos loiros, somos como flocos de milho numa tigela de leite patinando nesse lago branco e congelado." Minutos depois Scully chega, ao ver a face da vítima, solta um leve grito, Mulder tenta acalmá-la, era tarde, o passado dois, há tempos havia deixado de estar submersos.


O corpo da jovem garota foi levado para um laboratório secreto do governo, lá foi submetido a uma série de testes, ainda estava com vida, ninguém imaginava como. O FBI estava associando os incidentes às várias mortes cometidas por Robert Grunem na década de 90. Aqui um detalhe não pode ser encobertado, Robert morreu, há três anos, vítima de uma crise respiratória repentina que os agentes penitenciários não souberam explicar, muito menos os cientistas da Universidade da Cidade. As marcas encontradas nas moças seguiam o seu padrão de morte e sequestros. Neste caso indicava pinturas renascentistas e no atual? Petrowa trabalhava arduamente para descobrir, assim como o porque da Melaine ter câncer, como as envolvidas no caso Mufon.



O assunto nos corredores secretos do governo era a morte das duas amigas. Uma gama de especulações começou a ser feita, poucos sabiam ou supunham o que poderia estar ocasionando aquilo. Mas de uma coisa os chefões das Corporações Associadas para Controle e Desenvolvimento Protecional e Molecular tinham certeza: Somente duas pessoas poderiam estar à frente do caso, Mulder & Scully. Mais uma vez devido às falhas do governo em defender seu povo, os Arquivos X são reabertos, algo rápido precisava se feito.

Link: "Sangue e Vingança" - Parte 1
Parte 3


Fanfic "Change of Plans" Parte final

Mulder pôs suas mãos sobre a mão pequena de Scully, que ainda
comprimia seu peito ferido. Mas de repente, os sons começaram a cessar,
a desfalecer. O choro de Dana parecia estar cada vez mais longe. Depois
de alguns instantes de torpor e lembranças difusas que passavam em sua
mente, ele ouviu um baque surdo, como se alguém houvesse levado um tombo,
e abriu os olhos, assustado.

Mulder não sentia mais nada... Não sentia mais dor... O peito
parecia estar anestesiado sob a mão inerte de sua parceira. Ele a viu
caída a seu lado e levantou-se, com tal prontidão que era difícil
acreditar que havia sido atacado brutalmente há poucos minutos.

Tentou sentir a pulsação da agente, sem conseguir achar nenhum
batimento. Levantou a própria camisa e percebeu que seus cortes
começavam a cicatrizar, impedindo que ele perdesse mais sangue.
Aproximou-se dos lábios de Dana, tentando sentir sua respiração.
Nem sinal.

Não tinha idéia do que ocorrera, mas tinha um mau
pressentimento, uma sensação horrível de vazio. Então, com
um nó na garganta, se lembrou...

_ Não... não... Não, Scully! Não quero acreditar que você tenha feito
isso...

Ele apertava a mulher contra seu peito ensangüentado, chorando
de raiva. Não queria sair dali nunca mais. Sentia agora uma dor muito
maior do que a que sentira quando fora esfaqueado. Sentia a dor da
perda, como se um pedaço dele mesmo tivesse sido arrancado. Os olhos
azuis de Scully estavam abertos, mas não havia vida neles. Mulder os
fechou com as pontas dos dedos e beijou longamente a testa da parceira.

_ Por que fez isso comigo, Scully? Como pôde...

Mas as palavras de Mulder não adiantariam mais nada. Não trariam
Scully de volta. Como amava aquela mulher... como se arrependia de nunca
ter demonstrado isso sem metáforas, sem piadinhas, sem indiretas... Como
queria ter tido a coragem de dizer abertamente tudo o que sentia por ela,
ela que havia desistido de sua própria vida para salvá-lo...

Scully havia passado por uma experiência estranha no ano anterior
durante as investigações de um certo caso. Conhecera um homem, chamado
Alfred Fellig, que alegava não poder morrer por ter perdido sua chance,
por outra pessoa ter visto a face da morte em seu lugar. No fim das
contas, Scully foi baleada por acidente e estava à beira da morte quando
Fellig, ao seu lado, falou para ela fechar os olhos e segurou sua mão.

O homem acabara morrendo e Scully sobrevivera. Ela só se lembrava
do fotógrafo dizendo "não olhe pra ela, feche os olhos", e como ela
obedeceu. Mas não pensava na hipótese de Fellig ter tomado seu lugar,
de ela ter perdido sua chance de morrer.

Até porque não queria morrer. Havia conversado com Mulder uma vez
sobre o que tinha falado para o fotógrafo enquanto o investigava. Ela
acreditava que havia inúmeras coisas na vida as quais precisava aprender
e experimentar. O amor, por exemplo. E que quanto mais tempo tivesse,
melhor.

Pensando nisso, Mulder olhou tristemente para Scully e acariciou
seus cabelos ruivos. Queria poder dar-lhe toda felicidade do mundo, mas
desde que começaram a trabalhar juntos, tudo o que fez foi colocar sua
vida em risco. E, mesmo assim, ela nunca o abandonou. Estava sempre ao
seu lado o apoiando, arriscando sua carreira e até sua vida por ele.
Tomando a cruzada de seu parceiro como a sua própria. E nunca o culpava
por nada que acontecera com ela. Seu câncer, sua esterilidade, a perda
de sua irmã Melissa... Era tão forte e íntegra...

E isso era o que fazia Mulder amá-la ainda mais. Era isso e tudo
mais que ela fazia que a tornava indispensável. Tão importante quanto o
ar que Fox respirava. Perdê-la daquela maneira levava-o a pensar em
que significado teria a sua vida dali pra frente. O que ele faria com
a "vida eterna" que Scully o havia concedido? Não via sentido em mais
nada...

Já havia passado muito tempo, e Mulder ainda segurava Scully
em seus braços, no mesmo lugar, sem coragem de se mexer. Não tinha
forças pra agir. Apenas olhava para um ponto fixo no nada... Sentindo
o peso de Scully em seus braços e o peso da culpa em sua alma. Olhou
longamente para o rosto sereno da agente, sentindo seu coração
despedaçar...

"Scully... durante toda minha vida quis encontrar alguém como você.
Alguém em que eu pudesse confiar, me apoiar, sem reservas ou medo.
Encontrei. E durante sete anos você esteve ao meu lado, cuidando de
mim. Sequer tive a chance de confessar o quanto eu te amo, o quanto
eu preciso de você... Pois digo agora. Acredito que está aí,
olhando por mim, como sempre fez. Acredito que as almas permaneçam
vivas. São luz, calor... e sempre que olhar para as estrelas te
encontrarei lá. Confesso que sinto culpa. Não desejava que desse
sua vida por mim. Confesso que não vejo sentido em ir em frente sem
você. Mas quem disse que não está comigo? Sei que seu desejo seria
que eu seguisse em frente, e isso me dará forças pra continuar."

"Tenha a certeza de que não desistiu de sua vida em vão. Vou sentir
infinitamente sua falta. Terei momentos de fraqueza. Vou chorar muito,
como estou chorando agora. Então te peço que, sendo o anjo que sempre
foi pra mim, venha em meu amparo. Sei que sentirei sua presença.
Sentirei sim. Como estou sentindo bem agora. Porque amor tão forte
como este que sinto por você, transcende a barreira da morte. Te amo
eternamente. Te amo com tudo o que tenho. E acho que você sempre
soube. Porque nunca precisamos de palavras pra nos expressar. Meus
olhos diziam tudo. Tudo o que não tinha coragem de dizer com palavras.
E assim o faziam os seus. Seus lindos olhos azuis. Nunca os esquecerei.
Um dia nos encontraremos..."

Ao lado de Mulder, alguém, um vulto, envolto em um brilho
bastante forte ouvia com carinho as palavras que ele dizia. Era
Scully. Ela se inclinou e sussurrou no ouvido do agente, que
ainda amparava seu corpo:

"Não desisti de minha vida, Mulder. Simplesmente porque minha vida
é você. Siga em frente. Estarei a seu lado. Sempre."

Naquele momento, sem saber ao certo o porquê, Mulder sorriu.

Depois de alguns minutos, uma equipe de agentes federais os
encontrou. Skinner vinha à frente deles.

_ Mulder, você está bem? A agente Scully nos contatou há meia hora,
dizendo sua localização... O que houve com ela?!_ perguntou o
diretor assistente, assustado ao ver Dana desacordada e toda suja
de sangue sendo fortemente abraçada por Mulder.

_ ...

_ E quanto a todo esse sangue? Ela está ferida?

_ Scully os contatou há meia hora?

_ Sim... o que está havendo aqui?

Mulder sorriu tristemente consigo mesmo. Dana não poderia ter
ligado para ninguém. Estava nos braços de Mulder pelo menos nas
últimas duas horas, e seus aparelhos tinham pifado. Ele havia entendido.

_Sempre cuidando de mim..._ Fox disse, baixinho. Beijou novamente a testa de
Scully e, com a face encharcada de lágrimas, deixou que os outros agentes a
levassem. Apesar da dor, sentia-se estranhamente conformado. Era como se
aquilo não tivesse de fato acontecido e que Scully estivesse bem ali,
pertinho dele, como tinha sido durante os sete anos de trabalho juntos.

Podia sentir sua presença, até seu perfume. Skinner, percebendo
o que houvera, não sabia o que dizer. Apenas caminhou ao lado de Mulder,
procurando palavras, que não foram encontradas. E nem eram necessárias.

Link: Change of Plans Parte 1

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sangue e Vingança - Parte 1


Olá people! Esta fanfic será diferente das demais postadas. nosso amigo Fábio, à época do lançamento do filme, usou as imagens do longa que eram disponibilizadas na rede e criou uma história. Então vocês terão as ilustrações juntamente com a narração. Espero que gostem do que saiu da mente criativa do nosso amigo esfileano. :P


Bem Vindo à maior saga já escrita sobre o mundo AX numa HQ, "Sangue e Vingança" Caminhos de um só destino.



Tudo parecia estar acontecendo como da primeira vez, quando Dana Scully foi convocada para desacreditar os Arquivos X. Os famosos documentos mulderianos não eram mais conjecturas de uma mente em busca de sentido, seus 9 anos não provaram o contrário, são reais! A verdade está lá fora e extremamente exposta.

Para que não causasse um incidente nacional, apenas o FBI ficou sob a guarda do caso Matora, nome da seita Ufológica que tem como base doutrinária a mudança "genal". O grupo promulga que os anos de vivência terrena modificaram toda cadeia genética dos homens. Seu líder, Radok, um cientista molecular, acredita ter conseguido arrumar um meio para reestruturar a cadeia "genal humana", ele diz ser um contatado e que foi ajudado pela raça Miróia no desenvolvimento da experiência. Para que isso ocorra, o sangue dos escolhidos devem ser drenados e, no processo, misturados a uma "composição dnatíca" que ele diz ser a essência dos seres do espaço.

Alguns metros dali, M & S, se entreolham, o passado vem à tona, longe dos demais agentes, deixam o desejo de posse tomar seus corpos. Scully renega, sofreu demais. Mulder diz que era pra ser assim. O conhecimento dos dois sobres atividades governamentais era um motivo muito sólido para setores do governo e do FBI os quererem mortos. O tempo mostrou que o primeiro olhar dos dois não era apenas sexo passageiro, mas uma paixão que virou amor, que o tempo não apagou, se repetindo como nos contos antigos. Murmurando, disseram estar dispostos a correrem o maior risco de suas vidas: a FELICIDADE. Um grito interrompe suas lembranças, pedaços de um corpo são encontrados.

Desesperada por ter visto a amiga ter sido atacada por sabe-lá-o-quê, Karen perde o controle de seu carro e bate numa árvore. Desacordada, ela é resgatada pelo "Senhor?". Para sua tristeza, o valor do seu resgate era sua vida. Presa nas mãos de um agressor, confusa, GRITA, GRITA e GRITA, era o que podia fazer naquele momento, já que sair ilesa era algo quase impossível. O "Senhor?" não era um molestador sexual, mas gostava de tocar suas presas e com sua língua gosmenta lamber o corpo de suas vítimas. Sua tara era o voyerismo, adorava se divertir com o temor de suas mulheres sequestradas.


O homem misterioso cansado do seu voyerismo barato, sai da ante-sala e vai rumo ao quarto onde está presa a Karen. Com passos curtos e respiração ofegante, apenas um desejo tem em mente: vê-la sofrer muito.


Parte 2

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fanfic: POSSIBILIDADES - Parte 2

Mulder estava estático, paralisado. “Diana Fowley? Diana?” Estava sonhando. “Sim. Era isso: um sonho”.
Ela está em sua frente dizendo coisas, mas ele não escuta. Não consegue ouvir nada. O assombro que tomou conta dele o impedia de tomar consciência de que aquela situação era real. Em sua mente só ecoa: “Você está morta. Eu estou sonhando.”


- Fox, Fox, o que há com você? Por que está me olhando deste jeito? Por acaso teve um pesadelo? – Indagou Diana.


Mulder sentado, sem se mover, sem dizer palavra.


- Bom, seja lá o que for, é melhor você se vestir. Como eu disse, o Skinner e os outros já estão lhe esperando. Vista-se logo, querido. Vou lhe esperar lá no carro.


Ela saiu do quarto. E Mulder continuou imóvel. Um turbilhão de pensamento lhe veio. “Eu estou sonhando. Com certeza.”


- Fox, já está pronto?


Mulder se levanta devagar. Vai ao banheiro. Lava o rosto, pensando que isso pudesse fazer desaparecer o delírio. Em vão. Continuava ali, no mesmo local. Olha ao redor. O quarto não era o do motel em que ele e Scully estavam. O banheiro, grande e bem decorado, não parecia com nenhum motel de beira de estrada.


Olha-se no espelho. O que estava acontecendo? Diana o chamara de meu amor. Skinner o estava esperando?
De repente, olha para trás. Ela está, novamente, ali. É ela mesma. Vem em sua direção com uma expressão de “o que há com você?”, acaricia seus cabelos; beija-lhe a testa. E na iminência de beijar-lhe os lábios, ele subitamente diz, afastando-se:


- Você falou que Skinner nos espera. Então vamos logo.


Vestiu-se e saíram. Percebeu que estava numa bela casa de dois andares. Viu algumas fotos dele e Diana na lareira da sala. Antes de entrarem no carro, Mulder disse:


- Você dirige.


- Tudo bem. – Diana não queria contradizê-lo. Uma vez que, ele estava tão estranho.


09 horas e15 minutos
Washington
Quartel General do FBI


Eles estão esperando na sua sala. Os dois entram no elevador. Diana faz menção de sair quando este pára e Mulder lhe pergunta:


- Aonde você vai?


- Como aonde eu vou?Estamos indo para sua sala.


A surpresa, ansiedade, expectativa, e o medo surgem nos olhos de Mulder. Suas ações paralisaram-no.


- Você vai ficar aí parado? Não acha que já estamos atrasados demais? Francamente, Fox. O que há com você hoje? Mulder...


Ele sai do elevador e a segue. Aquele corredor, por onde caminham, lhe é familiar. A porta, a que se dirigiam, não lhe era estranha. Quando entram na ante-sala, a secretária lhes informa:


- Estão esperando pelos senhores.


Diana abre a porta e Mulder, num momento de total estupefação e perplexidade, vê algo que nunca poderia esperar escrito naquela porta: Diretor Assistente Fox Mulder. E mais ainda o esperava. Ao adentrar a sala, vê uma cena que o faz estremecer. Sentados à sua espera , Walter Skinner, Alvin Kersh, Jeffrey Spender, e, o mais espantoso, o próprio Canceroso.
Todos sentados olhando para ele. Até que Kersh perguntou:


- Não vai se sentar Diretor Assistente?


- Hã? Claro. – Mulder, tentando assimilar o momento – Então, podemos começar. Os senhores estão com a palavra. – Continuou ele, procurando não mostrar que estava completamente perdido ali.


O primeiro a falar foi Skinner:


- Estamos com um problema, como todos sabem. Porém, não vejo motivo para esta reunião. Pelo que sei, o caso poderia ser resolvido rapidamente. Se temos, em nosso meio, alguém que pode estar nos traindo, basta usarmos gente bem preparada e capacitada para localizá-lo e pegá-lo.


- Skinner, se fosse tão fácil assim já o teríamos feito. - Rebateu Jeffrey- Esta pessoa parece nos conhecer bem e saber nossos passos. Bom, pelo menos muitos deles. É alguém que pode estar ligado a nós.


Mulder está calado, querendo captar tudo que é dito para poder se situar.


- A morte de um super-soldado, sem nenhuma luta aparente, sem nenhum traço de violência, e, num local em que só alguém ligado a nós saberia onde ele estaria. Não é um caso tão simples de resolver, Skinner. Temos que tomar providências rápidas e o mais sigilosas possíveis para que descubramos quem está nos traindo – interveio Kersh.


“Traição? Super-soldados? Ah meu Deus!” – Pensou Mulder – “Se isto não é sonho, se está mesmo acontecendo, talvez seja uma chance de descobrir algo mais; uma chance de ir além do que consegui até agora”.


Arriscou:


- Acho que a agente Scully seria uma excelente indicação para o caso.


- Agente Scully? - Perguntou Skinner – Temos alguma agente Scully por aqui?




- Mulder, quem é esta agente Scully e por que crê que possa nos ajudar? – Diana perguntou-lhe.


Mulder tenta disfarçar o embaraço da surpresa de todos. E de repente um temor apossa-se dele.


- Soube que ela é capacitada, confiável e profissional, e...e... Bem, é só isso.


- Nunca ouvi falar de tal agente, e pelo que parece, ninguém aqui ouviu. – Manifestou-se mais uma vez Diana.


O Canceroso que não havia dito uma palavra sequer durante todo o tempo. Levanta-se. Caminha até a porta e diz antes de sair:


- Senhores, se estão realmente perdidos como parecem que estão, é melhor serem mais hábeis. Isto aqui não é o “Clube do Bolinha” para reuniões banais. E você, senhor Mulder, pensei que chegaria com a solução e pelo que também me parece está mais perdido que os outros. Estou vendo que eu mesmo terei que resolver isso.


Dizendo isto, fechou a porta atrás de si. Mulder se levanta para sair quando Kersh diz:


- Temos que acabar Mulder.


- Eu tenho que resolver algo primeiro. – Respondeu Mulder saindo rápido.


Diana o segue.


- Fox, aonde você vai?


Já era tarde. Ele entrou no elevador e a porta se fechou.
Saiu do elevador devagar. Temendo encontrar algo que pressentira. Sim era aquilo mesmo que imaginara. Não havia nenhuma sala no porão. A sala dos Arquivos X não existia.
Deu meia-volta. Entrou novamente no elevador e foi falar com dos funcionários do Bureau.


- Veja para mim se consegue localizar a agente Scully.


- Quem? – Perguntou o rapaz.


- Agente Dana Katherine Scully, entendeu? Estarei na minha sala.


Minutos depois. Seu telefone toca.


- Senhor, não localizei nenhum agente com este nome, a verdade é que não existe nenhum registro no FBI deste nome.


Um calafrio tomou conta de Mulder. Foi como lhe tivessem dado um soco no estômago. “Scully não trabalhava no FBI? Como pode isso?” Então começou a pensar que aquilo ali poderia ser um sonho sim. Já tivera um anteriormente quando estava doente. Sonhara que tinha casado com Diana; que tivera filhos; que era amigo do Canceroso; que Garganta Profunda estava vivo; que Samantha estava bem e feliz. Só pode ser isso. Não era real. Mas .... mas....parecia...


- O que há com você? Pode me dizer? – Questiona-o Diana entrando na sala.


- Estou cansado. Não dormi bem. Preciso sair um pouco.


- Temos muita coisa a fazer, Fox. E você quer espairecer?


- Sim. Eu sou o Diretor Assistente. Acho que tenho um pouco mais de direitos que os outros simples mortais. Vejo você mais tarde.


Antes de sair foi até o rapaz a quem mandara localizar Scully.


- Lembra daquele nome que pedi para localizar? Pois bem, localize-o. Quero saber onde esta pessoa mora, seu telefone residencial ou do trabalho, qualquer coisa.


Em seguida sai do prédio.Vai até a garagem e lembra-se que as chaves estavam com Diana. Não quis voltar. Sai a pé mesmo e pega um táxi.


Sua cabeça está a mil. Ele Diretor Assistente de conchavo com o Canceroso e Scully... Scully não fazia parte do FBI. Sai do táxi e entra num café. Senta-se e foi preciso o garçom lhe perguntar três vezes o que queria para ele ouvir.
“Tenho que encontrá-la”. Pensou.


Seu celular toca.


- Senhor encontrei duas Dana Katherine Scully. Uma mora em Camburi Garden Filadéfia. A outra em Boston. Vou passar o telefone das duas.


Mulder está excitado e apreensivo. Toma nota dos números. Liga, primeiro, para o da Filadéfia, e como num pressentimento, não era ela. Só podia ser o próximo.


- Alô. – disseram do outro lado da linha – Laboratório Racionalis omnibus.


- Me desculpe, eu queria falar com dana Scully, mas acho que foi engano.


- Deseja falar com a senhora Dana? É aqui mesmo.


- Ah, sim. Que bom! Ela está?




- Não está não. Está em uma conferência. Só chegará daqui a dois dias.


- Onde está ocorrendo a conferência, por favor?


- Quem é o senhor?


- Sou um amigo de Washington e gostaria muito de falar com ela.


- Pois ela está aí,em Washington, senhor. No Victoria Palace Hotel.


- Muito obrigado.


Mulder não podia conter a sua exultação. Scully pelo menos não estava longe.
Sem perder tempo, segue para o local da conferência. Entra quase que correndo, pede informação a respeito da conferência. Ao chegar perto do salão ouve uma voz que lhe era como bálsamo em seu coração. Uma voz que ouvira durante nove anos e não percebera como esse pouco tempo sem a ouvir o deixara em desespero.


Era Scully.


Continua...



Link: Possibilidades Parte 1

Fanfic: Change of Plans - Parte 1

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Título: Change of Plans
Autora: MiMulder
Sinopse: Um caso extremamente simples acaba mudando completamente o destino de Mulder e Scully. Eles se deparam com seus próprios sentimentos escondidos.
Categoria: Dramática. Absurdamente dramática! Tô avisando.
(SA, MA, MT, Character Death)
Classificação: PG 13
Disclaimer: Mulder e Scully não pertencem a mim e coisa e tal. Pertencem
ao malvado do Chris Carter e à Fox.
Spoilers: Esta história se passa, digamos, antes da 8ª temporada.
E muda o rumo de tudo.
Notas: Quero agradecer a Sunny por ter betado meu bebê! Ela é muito
gente boa, apesar de ser half...
E beijos pra Mari, q foi a primeira a ler essa fic... :)
Nota da Beta: Mi, parabéns demais! Você tem um grande futuro, menina -
não deixe de escrever nunca! E foi uma honra ser beta da sua primeira
fic :DD - Beijão, Sunny
Change of Plans
O caso, que antes parecia simples, tinha se tornado problemático.
Scully perdera contato com Mulder e procurava por ele, sem sucesso,
pela área florestal, onde caçavam um serial killer perigoso. Nada
relacionado ao Arquivo X, os agentes sendo chamados como reforço. Não
parecia, a princípio, ser um caso demorado. Mas as coisas tornaram-se
complicadas quando os meios de comunicação começaram a falhar...
Scully estava exausta, perdida, e andava sem rumo quando viu
Mulder ferido, caído sobre uma poça de seu próprio sangue. A arma do
agente estava fora do coldre, jogada no chão a alguns metros. Desesperada,
chegou mais perto e ajoelhou-se, segurando carinhosamente a cabeça de
seu parceiro em seu colo. Ele olhou para ela, com os olhos cheios de
lágrimas, e levou a mão ensangüentada à face da parceira, acariciando-a e
a sujando de vermelho vivo.
A agente começou a chorar, olhando nos olhos verde-escuros do
parceiro, que quase se fechavam. Ela apertou suas mãos contra os
ferimentos no peito dele, tentando inutilmente estancar o sangue que
escorria por entre seus dedos trêmulos. Eram dois ferimentos lineares
e profundos. Scully se lembrou, aterrorizada, que o psicopata que
procuravam costumava matar a golpes "artísticos" de exóticas adagas,
executando verdadeiras ilustrações sobre o corpo das vítimas, num
ritual horrível e lento. Com certeza, não tivera tempo para isso e
atacara Mulder como pôde.
_ Aquele desgraçado..._ murmurou Scully com os dentes cerrados e a
visão turva pelas lágrimas.
Mulder mexia os lábios e emitia gemidos mudos, tentando dizer
algo a Scully. Ela aproximou seu ouvido da boca entreaberta dele,
tentando distinguir alguma palavra. Nada. E não havia ninguém ali
que pudesse ajudá-los. Tentou novamente usar seu walkie-talkie, e
depois o de Mulder, mas nenhum funcionava. Na mata ao redor, nenhum
sinal de vida, não se ouvia barulho algum. Desolada, repousou a
cabeça sobre o abdômem do agente, ainda comprimindo seu ferimento,
rezando para que alguém aparecesse. Suas lágrimas se misturavam ao
sangue de Mulder, que mantinha os braços sobre ela, como se a
parceira fosse sua tábua de salvação.
Sentindo o coração dele bater cada vez mais fraco, sentindo a
vida dele se esvaindo a cada minuto, Scully levantou-se e o encarou,
vendo que ele ainda a olhava atentamente, percorrendo cada pedacinho
de seu rosto. Então ela se inclinou e uniu suavemente seus lábios
com os dele, tentando lhe passar forças, tentando demonstrar todo
carinho que sentia por aquele homem. Mulder sentiu-se aquecido por
aquele beijo, sentiu seu coração, de repente, reagir... voltar
a bater acelerado... mas a dor aguda logo retornou, seu coração
ferido não parecia poder resistir por muito tempo...
Scully encostou sua testa na de Mulder e eles ficaram assim.
A agente sentiu o hálito fraco e quente de Mulder de encontro aos
seus próprios lábios e murmurou:
_ Mulder... Eu tenho tanta coisa pra te dizer... Por favor... não
me deixe agora... Agüente mais um pouco... por favor...
Seus olhos azuis o fitavam, marejados de lágrimas, pedindo
mais uma chance, pedindo que ele não a abandonasse. Ela continuou
falando:
_ Se você soubesse... o que nunca consegui te dizer... o quanto eu te
amo... Deus! Como fui covarde! Não posso te perder, Mulder...
Mulder não conseguiu dizer nada. Apenas chorou silenciosa e
sutilmente, sofrendo junto com Scully. Sofrendo com seus próprios
sentimentos reprimidos, que agora o sufocavam. Por tantos anos amara
aquela mulher em silêncio... Sentia-se um estúpido. Com as poucas
forças que lhe restavam, passou os dedos devagar pelos lábios e
rosto de Scully, como que querendo gravar suas feições. Um filete de
sangue escorria pelo canto da boca do agente, aumentando ainda mais
a apreensão de Scully, que olhou para o alto, num pedido mudo de ajuda,
chorando incessantemente.
Ele não queria vê-la sofrendo daquele jeito e fechou seus olhos.
Não suportava ver todas aquelas lágrimas escorrendo pelo belo rosto de
sua parceira. Não suportava ouvir seu choro de desespero, que ecoava
violentamente em seus ouvidos. Era um choro angustiado, convulsivo, e
Mulder surpreendeu-se, pois Scully costumava sempre manter-se
relativamente calma mesmo em situações deveras difíceis.
Nunca havia visto Scully daquele jeito, totalmente descontrolada.
Mas se ele pudesse enxergar através dos olhos dela, perceberia. Veria o
que Scully estava vendo naquele momento: Mulder estava diferente.
Suas cores haviam sumido aos olhos da agente. E ela sabia o que aquilo
significava...

Parte Final >>>
Este é blog é feito por fãs (Esfiles) de Arquivo X que, apesar da série ter se encerrado há alguns anos, ainda assistem, amam-na e seguem a carreira de seus principais atores. Aqui você, visitante, encontrará noticias de nossas atividades, encontros e também notícias relacionadas à série e seus atores.