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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Fanfic slash

Essa vai especialmente pra Dé, a dona da expressão
“vestidinho preto”, ahahaha...
E dedico também à Klédina, que toma conta tão bem
do nosso Cafofinho versão 2.0!
Abraços,
Sunny


- Scully, quero falar com você.

- Sobre o quê?

- Olha o que achei na internet.

- Ah, não, Mulder, mais um daqueles seus sites de vídeos
proibidos pra menores que você acessa durante o expediente?
Porque se for, tenho mais o que fazer e... O que é isso?

- Se chama fanfic slash.

- Meu santo... Já não bastavam as fanfics normais?

- Pois é, e tem slash de todo mundo com todo mundo.

- Sei não, Mulder, só estou vendo fanfics com você e o
Diretor Assistente Skinner, com você e o Krycek, com
você e o Canceroso, com você e a torcida do Flamengo...

- Pelo menos não com a do Corinthians...

- Você é o pretinho básico(TM) das fanfics, Mulder.

- Ahn... Scully? Olha essas aqui.

- Epa! Eu com a Marita Covarrubias?! Eu com a Diana Fowley?
Eu com... argh! Cassandra Spender?

- Há!

- Que nooojo!

- Não sei, achei... interessante.

- O quê?!

- Você e a Diana, sabe como é, atual e ex...

- Que atual o quê, homem? A gente não tem nada.

- Ainda.

- Céus.

- Aprendi com as fanfics shippers, amorzinho.

- Mulder...

- Não vem suspirar, você sabe que elas existem.

- E como poderia deixar de saber, quando quase toda a
Esfiles não me deixa esquecer?

- Então, dê uma chance pro nosso amor.

- Mulder... Mulder?

- O quê?

- Já ouviu falar de MT?

- Mato Grosso?

- Nãããão. Mas acho que vou te mostrar o que é, ao vivo, já já.

FIM

domingo, 6 de setembro de 2009

Fanfic: POSSIBILIDADES - Parte 4

O homem hesita por um instante e convida Mulder a entrar.
A casa continha móveis antigos. A claridade do dia não adentrava o interior por isso tinha um pouco de cheiro de mofo. O senhor Moonwalker pede que Mulder sente-se; e vai até um cômodo da casa. Volta com uma xícara de café e oferece a Mulder. Ele aceitou. O homem percebe o ar de inquietude dele e fala primeiro:
- Quer dizer que se interessa por viagens temporais rapaz?
- Bem, eu me interesso por muita coisa. E por isso li sua teoria. Gostaria de saber se senhor sabe de algum caso verídico de viagem através do tempo ou algo similar.
- Viagem através do tempo é algo que todo mundo pensa em fazer. O homem é um ser curioso e sempre pensa na possibilidade de viajar para o passado ou futuro com intuito modificar algo errado que tenha acontecido ou saber o que nos espera pela frente e se prevenir se for ruim, para modificá-lo.
- Mas o senhor disse que sabe de casos...
- Sim Eu mesmo já o fiz.
- E como posso saber se é verdade? Como pode provar isso?
O homem fixa seu olhar no olhar de Mulder durante alguns minutos. Mulder se incomoda. Senhor Moonwalker não desvia o olhar.
- Acha que sou homem de brincadeiras senhor Mulder? Não preciso provar. As pessoas com as quais ocorrem estes fenômenos, não querem provar nada. Elas perceberam que experienciaram algo único e dependo do resultado, não querem que ninguém o faça. Pode ser algo traumatizante. Algo que pode deixar marcas. Mas o porquê de seu interesse por este assunto?
- Bem, eu nem sei ao certo se o meu caso se encaixa neste assunto. Principalmente porque eu permaneço no mesmo semana e ano em que me encontrava. O senhor acha possível alguém, não voltar ao passado, ou ir para o futuro, mas mudar sua vida, ou melhor, estar vivendo uma vida que não é sua, ou melhor ainda, é sua, porém ele nunca viveu, ou acha que não viveu?
- Por que não me conta desde o começo, senhor Mulder?
- Eu estava com minha... Eu estava, há três dias, num quarto de motel com uma amiga. Durante a noite eu dormir e no dia seguinte estava em outro lugar, com outra pessoa. Com outra vida. Pessoas que já haviam morrido estavam vivas. Pessoas que eram minhas inimigas estavam próximas a mim. E pessoas que viviam intimamente comigo já não estavam mais e nem me conheciam. Como isto é possível? De um hora para outra eu mudar de vida assim? O senhor fala de volta no tempo por meio de um ritual que necessita de muita concentração. É como se nos pudéssemos escolher voltar no tempo e isso ocorreria. Tudo bem, mas eu não voltei no tempo; estou no mesmo ano anterior, no ano de 2003.
- O senhor me disse tudo? Não esqueceu nada?
- Como assim?
- As coisas não acontecem assim, sem mais nem menos senhor Mulder. Algo deve ter desencadeado, começado tudo. Nada acontece por acaso.
- Já pensei nisso. Como disse, estava com minha amiga. Nós passamos por muitas situações juntos e eu não queria que ela estivesse da maneira em que se encontrava. Estava aflito e pesaroso, por proporcionar tantas infelicidades a ela. Então, pensei em algo que discutimos há alguns anos antes. Se no passado tivéssemos feito escolhas diferentes, chegaríamos no mesmo lugar fazendo as mesma coisas? Naquele momento escolhi outra vida para nós dois. Mas isso seria o suficiente para causar isso porque passo agora?
- Se o que pediu foi tão intenso, se o seu desejo foi tão grande o suficiente, não vejo porque não. Senhor, o poder de nossa mente é tão grande que nenhum cientista foi capaz ainda de medi-lo ou desvendá-lo. A mente e o coração humanos são coisas que e a tecnologia ainda tentam abarcar. O mistério que possui nosso cérebro é tamanho. Já se descobriu muito a seu respeito, porém tudo o que ele pode fazer ainda não se sabe. Telecinese, telepatia, curas , viagens temporais? Quem sabe? Por que não mudar o mundo à nossa volta com o poder da mente? Voltar no tempo, mudar a realidade, algumas pessoas podem fazer isso controlando suas mentes. O senhor pode ter feito isso involuntariamente.
- Mas por que eu me lembro de tudo? Se realmente isto me está acontecendo por que Scully, que viveu tanto tempo comigo e estava comigo naquela hora, não se lembra nem de meu nome?
- Porque, talvez, o desejo foi seu. Porque, talvez, de acordo com as escolhas que vocês fizeram, seus caminhos não se entrelaçariam. Então, ela não teria que se recordar de você. Não podemos recordar de alguém ou algo que nunca vimos. As pessoas, lugares ou coisas que não vimos antes, é como se elas não existissem para nós.
- Quer dizer que eu terei que viver assim, com lembranças de uma vida que vivi e de pessoas que conheci sem que elas me reconheçam?
- Talvez sim, talvez não. Há algo mais que esteja acontecendo.
- Ontem vi umas fotos minhas e de outra pessoa. Eu nunca tirei aquelas fotos. Mas quando as olhei lembrei-me do dia, do local onde estávamos. É como se eu tivesse vivido aquilo, no entanto, aquilo não aconteceu. Depois, hoje pela manhã, conversando com alguém, mencionei certas coisas que de maneira alguma poderia saber. A verdade é que no dia anterior eu nem saberia falar a respeito.
O homem abaixa a cabeça. Fica calado. Mulder faz gesto de abrir a boca, quando ele diz:
- Quem sabe não será só sua amiga que vá esquecer, mas... Mas o senhor também. Pode ser que sua mente esteja conhecendo ou reconhecendo sua vida nova, como sua. Você pode estar tomando seu novo lugar gradativamente e tudo que lhe é estranho vá passar a ser familiar, íntimo e natural.
- Mas, o senhor tem certeza?
- Filho, estou falando apenas de possibilidades.
Por um instante Mulder ficou tomado por um medo, pavor mesmo. Tudo que ele vivera até ali iria embora como se nunca houvesse ocorrido? Não haveria volta? Scully não o conhecia e ele passaria a esquecê-la? Lembrou-se de que na noite anterior quase fez amor com Diana. Naquele momento, ali, na cama, por alguns minutos sentiu que a amava, que a queria... Ele esqueceria Scully? E sua nova vida? Parecia que ele estava do outro lado agora. Canceroso, Kersh eram seus aliados, aliás, ele era aliado deles. Era esta a sua escolha? Se unir aos homens que ele julgava serem escória? Não. Não era isso que ele queria. Não era isso que ele era. Haveria um jeito de mudar. Dirigiu-se ao homem:
- Diga-me como volto. Como adquiro minha vida outra vez.
- Não há uma técnica. Além do mais, o seu caso não é de viagem temporal. Talvez se seu desejo de voltar for tão intenso quanto o que teve antes de ocorrer isso tudo...
- Mas como as pessoas que já viveram essa anomalia temporal retornaram?
- Às vezes casualmente. Outras vezes como o senhor, apenas desejando.
Mulder encontrava-se inconformado. Tinha que achar uma solução. Imaginou que sua ida ali fosse lhe ajudar. Contudo, não o levou a lugar algum.
Saiu da casa do senhor Moonwalker e foi direto para o FBI. Enquanto pensava numa saída, decidiu que podia resolver outras coisas.
16 horas e 24 minutos
Victoria Palace Hotel
Scully Acabara de chegar da conferência. À noite teria um coquetel de encerramento, porém ela não queria ficar. Deveria ir para casa só no dia seguinte. No entanto, não queria esperar mesmo. Conseguiu trocar as passagens.
18 horas e 40 minutos
Tropical Garden
Boston
Residência dos Clooney
Scully chega em casa. Sua filha corre ao seu encontro e dá-lhe um abraço interminável. A saudade que estava de sua filha também era imensa, por isso, as duas pareciam não querer se afastar uma da outra.
- Olá, meu amor! A mamãe não aguentava mais de tanta saudade. – Disse Scully acariciando o rosto da criança.
- Eu também mamãe. Que bom que veio antes. Já estava cansada de ficar brincando e conversando com a Paty. Ela é legal, mas mãe é mãe, né ?
- Mas o seu pai não já chegou?
- Não. Por quê? Ele devia ter chegado?
- Deixa para lá. O que você andou fazendo enquanto estive fora? Não deu muito trabalho a Paty, deu?
- Lógico que não, mamãe. Já sou uma mocinha né?
- Ah! Lógico. Como me esqueci disso, mocinha. – E abraçou a menina mais uma vez - Agora preciso tomar um banho.
- Posso tomar com você?
Scully a olha com ar sério e disse:
- Só se prometer que não vai brincar de dar banho em suas bonecas.
- Vou ignorar o que está dizendo, Dra. Scully. A mocinha aqui não se esqueceu de suas recomendações.
As duas subiram as escadas. O pensamento de Scully está longe. Mais precisamente, preocupado em descobrir onde Brad estava e por que havia chegado em casa ainda. Afinal de contas, saíra ontem à noite dizendo que teria uma operação a fazer. E que iria direto para casa.
Após o banho, ligou para o hospital onde Brad trabalhava. Ele não estava lá. Disseram que ele estava viajando e ainda não voltara. Dentro de Scully começou a manifestar-se uma inquietação. Um sentimento que ela não sabia identificar. Perguntou pela paciente que ele operaria. Informaram-lhe que a senhora Kubrick, estava passando bem e até fez uma viagem para casa de parentes. Scully não sabia o que pensar. O que estava acontecendo com seu marido? Decidiu ligar para seu laboratório. A secretetária atendeu.
- Alô, Cinthya! O Brad apareceu por aí.
- Sim, senhora Clooney. O senhor Clooney na verdade está aqui. Quer que o chame?
Scully hesita por um momento e diz:
- Não. Não precisa. Muito obrigada. Até mais.
- Até mais, senhora Scully.
- Ah! Cinthya, não diga que liguei.
- Sim , senhora.
Scully não sabia ao certo por que pedira aquilo. Ficou parada pensando. Sua filha abre a porta do quarto e lhe pergunta:
- O que há mamãe?
- Nada querida. A mamãe vai sair. Mas daqui a pouco estará de volta.
- Mas, você mal acabou de chegar...
- Eu volto logo, meu amor. Vestiu-se e saiu.
20 horas e 23 minutos
Laboratório Racionalis omnibus
Scully chega. Cinthya já saiu. Mas percebe-se que há alguém ainda no local. Ela entra em sua sala e de Brad. Não há ninguém lá. Ouve vozes. Decide ver de onde provinham aqueles sons. Caminha em direção ao almoxarifado. Abre a porta. As vozes estavam mais nítidas agora. Há uma discussão. Brad está com alguém ali. Ela não sabe se continua ou recua. Não sabe o porquê, mas está temerosa. Continuou. Quando se aproxima dos dois homens, Brad assusta-se. O homem que estava com ele lhe era estranho. O certo é que aquela situação era estranha. Seu marido deixa transparecer que não esperava sua presença ali. Por um instante, pensa ter visto um temor em sues olhos.
- Querida, o que faz aqui? Não esperava você tão cedo. Disse Brad, com a voz um tanto trêmula. Você poderia me esperar em nossa sala?
Scully não diz uma palavra. Não sabe mesmo o que dizer, ou se tinha algo a dizer. Vira-se e sai.
Ao sair nota um vulto em sua sala. Encaminha-se em sua direção. Quando faz menção de abrir a porta, a senhorita, Cinthya Timolte a abre primeiro. As duas assustam-se com suas aparições inesperadas.
- O que ainda faz aqui, Cinthya? – Perguntou Scully.
- Eu havia se esquecido de trazer alguns relatórios que o senhor Clooney me pediu.
Scully resolve investigar mais:
- O senhor Clooney está com um homem no almoxarifado, você sabe quem é.
- Ele já veio aqui anteriormente. Não sei o nome dele, pois não se apresenta e o senhor Clooney, geralmente, já o está esperando quando ele chega aqui.
- Desde que horas eles estão aqui?
- Ficaram o dia inteiro. Outros homens vieram também – acrescentou ela – mas já foram. Posso ir agora? Já está tarde. Amanhã terei que estar cedo aqui de novo.
- Tudo bem. Boa noite.
- Boa noite, senhora Clooney.
Dana Scully entrou em sua sala sentou-se e ficou esperando seu marido. Tinha muitas perguntas a fazer e tinha medo das respostas. Brad nunca havia mentido para ela. Pelo menos era o que pensava. Se o tinha feito outras vezes, não tinha conhecimento. Primeiro, mentiu sobre sua paciente, agora este homem estranho e outras pessoas que estavam vindo ali sem que ela soubesse... Neste momento ele tinha muitas coisas a lhe explicar.
Brad minutos depois, entra na sala. Para em frente a Scully e tenta disfarçar.
- Bem, o que levou você a vir aqui a uma hora dessas?
- Acho sou eu que tenho perguntas a fazer a você e não você a mim. – Estava séria e tentou mostrar a ele o quão indignada estava também - O porquê de tudo isto, Brad?
- Do que está falando? Trabalho até tarde de vez em quando. Você sabe disto. Nós temos alguns assuntos pendentes a serem resolvidos com nossos fornecedores...
- Por que mentiu? – Ela o interrompeu – Não havia nenhuma paciente sua precisando de operação, muito pelo contrário, pelo que eu soube, ela está muito bem. Então, você resolve também passar o dia inteiro aqui com pessoas que eu não faço a menor idéia de quem sejam. Você anda mentindo para mim. Há quanto tempo? Diga-me, por favor, o motivo de toda esta história.
Ele não sabia realmente o que dizer. Faltavam-lhe palavras convincentes que a pudessem convencer.
- Eu... Eu não posso lhe dizer. – Confessou ele- Dana, a única coisa que posso garantir é que tudo que faço é para o seu bem e o da Lilian. Só gostaria que não me perguntasse mais nada. Porque não vou dizer nada.
Ele não queria ser tão duro com ela mas não tinha muita opção. Mentir? As mentiras que já tinha dito a levara até ali. Não dizer nada era o mais sensato a fazer. Apesar de isto poder afastá-la dele por um momento.
Os dois ficaram se olhando por um instante. Ela não esperava tal resposta. Ela vai em direção à porta e se retira sem se despedir.
No caminho para casa Scully tem vontade de chorar. Dois eram os motivos: primeiro a raiva por Brad nem sequer lhe dar satisfação; o segundo, por descobrir que não conhecia o marido como pensava. No meio do caminho dá meia-volta.
Algo a incomodava a voltar ao laboratório. O marido já havia saído. Vai direto ao almoxarifado. Ela lembrara que Brad ao vê-la, imediatamente guardou um envelope em uma gaveta. Tenta abri-la. Está fechada e não tinha as chaves. Vai à sua sala e procura um molho de chaves que sempre ele usava quando ia ao almoxarifado. Pega-o. Depois de usar várias chaves, ela consegue abrir. Havia ali vários envelopes. Muitos papéis com relações de nomes numerados de pessoas, suas datas de nascimento, local de moradia. Não compreende o que significa. Nem quem eram. Sente-se tentada a retirá-los dali. Pensa um pouco, hesita. Não pega todos os documentos, para que o marido não suspeite.
Quando ia sair do local, ouve um barulho. O medo apossa-se dela. Aquilo, para ela, é novo. Investigar o próprio marido? Aquele laboratório pertence a ela e agia como se fosse uma intrusa, uma ladra, como se estivesse fazendo algo errado. Apaga as luzes. Aquieta-se por um momento. Esperou até que houvesse a hora oportuna para sair. Quando trancava a porta do laboratório, alguém pôs a mão em seu ombro. Ela congelou de sustou.
- Boa noite, senhora Clooney! – Era o segurança do local -Não esperava a senhora por aqui hoje, a esta hora. Ouvi um barulho; quando fui ver quem era, observei que seu carro estava aí. Então, fiquei tranquilo. Está tudo bem?
- Boa noite, Jhon. Está tudo bem sim. Até amanhã.
- Até amanhã.
Refeita do susto, ela entra no carro e se vai. Não sabia o que ia fazer com aqueles papéis. Bom, ela não sabia a respeito de muita coisa.
Quando Scully chega em casa, vai para o escritório e examina os papéis que encontrara.
Brad que estava acordado ouviu-a chegar desce.Encontra-a mergulhada sobre os documentos. Questiona-a e ela diz com certa raiva:
- Como não me diz a verdade, como resolveu esconder de mim sua vida, decidi descobrir por conta própria. Será que agora você vai me dizer exatamente o que está havendo? Pode me dizer o que significa isto?

Possibilidades Parte 2
Possibilidades Parte 3

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fanfic: POSSIBILIDADES - Parte 3

Ela está discursando.
Ele chega à porta do salão, porém não o deixam entrar. Tenta de todas as maneiras. No entanto, em vão. O jeito foi esperar a sessão terminar.

A ansiedade o deixava inquieto. Quando a viu sair foi em sua direção. Para um momento esperando que ela o olhasse. Ela está conversando com uma pessoa passou por ele e pareceu não perceber. Ele parte em sua direção e a chama. Ela ignora. Ele pondo-se à sua frente:

- Scully, não está me ouvindo?

Ela, olhando interrogativamente para ele, permanece calada.

- Scully, o que há com você? Não vai dizer nada?

- Senhor, eu o conheço de algum lugar?

Como se alguém tivesse jogado um balde de água gelada sobre ele;era assim que se sentiu naquela hora.

- Scully, sou eu, Mulder.

- Me desculpe, mas está me confundindo com outra pessoa.

- Não. Não estou não. – Disse ele pegando em seu braço- Venha comigo.

Ela imediatamente se solta e seu colega parte para cima de Mulder pegando-o pelo colarinho.

- O Senhor não ouviu o que ela disse? Por que não sai daqui antes que eu chame a segurança?

Mulder sentiu desejo de esmurrá-lo, mas conteve-se. Decidiu sair. Estava atônito. Scully não o reconhecera. Sua cabeça começava a doer. Precisava sentar. Foi até o saguão do hotel e permaneceu ali sentado, tentando pôr em ordem seus pensamentos. Ficou assim alguns minutos e, quando percebeu que Scully estava saindo, foi em sua direção.

Ela acena para um táxi. Ele, de longe, a observá-la, a segue. Neste momento, começa a garoar. Ao chegar em frente ao Comfort Hotel, o táxi dela para. O dele também. Saindo do carro correndo ele a impede de entrar no hotel, segurando-a novamente.

- Eu preciso falar com você, Scully. Por favor! Há algo acontecendo e não sei o que é. Você não se lembra de mim?

- O senhor está me seguindo? E insiste em dizer que eu o conheço? Por favor digo eu. Deixe-me em paz. Não o conheço. Será que ouviu? Não posso ajudá-lo. O senhor decididamente está me confundindo.

Ela faz um sinal para o segurança do hotel, que vem em sua direção. Mulder a solta e se afasta. Scully, então, corre para dentro. Mulder permanece parado na calçada. A chuva caía, ele parecia não se importar. Na verdade parecia perdido.

Mulder caminha pela calçada e pensa:: “Teria viajado no tempo? Não, pois continuava em janeiro em 2003.” Recorda-se, então, do último momento antes disto tudo ocorrer. Lembra-se da viagem, da chegada ao motel, da noite de amor que os dois tiveram e de como estava angustiado e... e ... não pode ser. E pensou que se tivesse uma oportunidade de escolher outra vida para Scully, escolheria que ela fosse feliz. “Ah meu Deus !” Espanta-se. “Será que era isso? Seu desejo tornou-se realidade? Mas como isso seria possível? Só o fato de desejar algo, poderia acontecer?”

Porém, ele lembra-se que não foi apenas um simples desejo. Seu coração queria ardentemente ver Scully feliz, com uma vida melhor, tudo aquilo que ele não poderia dar a ela. Uma vida normal. Mas isso não dependia das escolhas dele. Foi isso que aconteceu? Será esta a vida que eles teriam se tivessem feito escolhas diferentes?

Pensando nisso, vai ao hotel novamente para falar com ela. Conseguiu o número do apartamento dela. Afinal, era Diretor do FBI e tinha seus meios.

Toca a campanhia do quarto. Mulder não sabia direito o que ia dizer, mas tinha de, algum modo, convencer Scully do que se passava. Um homem abre a porta e olha para aquele sujeito todo molhado em pé à sua frente.

- O que deseja?

- Hã... A senhora Scully está?

- Senhora Scully? – perguntou o homem surpreso.

- Sim, a Dr. Dana Scully.

- Desculpe-me. É que há muito não a chamam por Dana Scully. O senhor é...

- Sou médico. Estava na conferência e não deu tempo de conversar com ela. Queria parabenizá-la pelo que apresentou e trocar algumas idéias.

Mulder ouve uma porta se abrir.

- Brad – é Scully - Amor, quem está aí?

Mulder não acredita no que ouve. Instintivamente, olha a mão do homem que o atendeu e vê uma aliança. Sua reação é sair mais do que depressa dali. Nem se despede. Ruma, apressadamente, para o elevador. Scully não teve tempo de ver que o homem que o seu marido atendia era o mesmo que a seguira.

- Quem, meu amor? Perguntou ela.

- Disse que era médico e queria conversar com você. Tinha lhe visto na conferência do Hotel. Mas foi embora tão de repente... Parecia que estava fugindo de algo.

- Que estranho. - Disse ela - E passou por sua mente se não seria o mesmo homem que a estava importunando. Sentiu-se impelida a falar com Brad sobre o assunto, porém relutou e decidiu não lhe contar.

- Vamos jantar? -Perguntou Brad agarrando-a pela cintura e dando-lhe um beijo no pescoço.


- Excelente idéia. Poderíamos aproveitar e dar um passeio pela cidade.

- Não sei. Estou esperando um telefonema. Sabe aquela paciente minha que estava mal? Bem, ligaram-me, enquanto você estava na conferência, e disseram que ela piorou. Talvez eu tenha que voltar hoje mesmo para Boston, para que possa operá-la amanhã pela manhã.

- Puxa vida! Será que você não merece um descanso?

- Vida de médico é assim mesmo, querida. Você tanto quanto eu sabe muito bem. Mas por enquanto, vamos ao nosso jantar.


- Ok. - Falou Scully fazendo biquinho de choro e agarrando-o - Que pena! Vou, então, desfrutar de você enquanto seus pacientes me permitem.

Ela tinha saído do banho e ainda estava de roupão. Brad não tem muito trabalho, por isso, em despi-la. O jantar podia esperar mais um pouco. Seus pacientes também.

Mulder está deitado no escuro em seu quarto quando Diana entra. Ele tentava entender, desde o momento em que deixara o hotel, o que poderia estar ocorrendo. Diana senta na extremidade da cama. Fica olhando para Mulder até que diz:

- O que está havendo com você? Não consegui achá-lo durante todo o dia.

- Não há nada de errado. Respondeu ele com ar cansativo. Só estou cheio de toda esta história.

- Mas você não pode deixar os outros, assim, sem saber onde está. Precisam de você para resolver os problemas.

- O assassinato do tal super-soldado? Existe gente mais qualificada do que eu para isso.

- Do que está falando, Fox?

- De nada. Como disse, estou exausto.

Ela permanece fitando-o. Não sabe o que se passava com ele. Já estava acostumada com seu jeito calado e instropectivo. Às vezes, era difícil lidar com suas inquietações. Por isso, procurava sempre fazer com que ele se abrisse, pois o amava.

Mulder permanece inerte, sem dizer palavra. Diana, então, aproxima-se dele. Deita-se ao seu lado. Passa as mãos por seus cabelos macios. Beija-lhe a testa. Podia sentir sua respiração. Ele continua sem fazer nenhum movimento. Ela beija-lhe levemente os lábios. Num primeiro momento Mulder não esboça reação, no entanto seu coração bate forte. E um desejo intenso fez-lhe arrepiar o corpo e uma vontade de amar aquela mulher lhe toma conta. Num gesto carinhoso abraça-a e retribui o beijo que lhe dera. Num ato de paixão e entrega os dois corpos começam a se acariciar e despir-se mutuamente.

Porém, num rompante, Mulder afasta-a de si. Sai do quarto e desce as escadas sem saber por que e para onde ir. Senta-se no sofá em frente à lareira. Levanta-se e vai em direção a ela. Algo lhe chamara atenção. Alguns porta-retratos estavam dispostos ali. Para e começa a olhá-los.

A primeira foto continha ele e Diana sentados num lugar que parecia um jardim público. Ele se lembra de onde era, uma cidadezinha chamada Cold Cape. Estava realmente muito frio. Seus rostos na foto transpareciam alegria. E estavam mesmo felizes. Ele se lembrava de cada foto ali. Cada situação mostrada por elas trazia-lhe à mente a lembrança vivida por ele daqueles momentos. Mas como? Como isso era possível?

Diana permaneceu no quarto, na cama. Não desceu para saber o que houve, o que estava havendo. Talvez, soubesse que não obteria respostas; e estava vencida pelo cansaço.
Mulder dormiu no sofá. Acordou com o toque do telefone. Era Jeffrey. Precisava falar com ele urgente.

19 de janeiro
07 horas e 15 minutos
Quartel General do FBI
Sala do Diretor Assistente Fox Mulder

Quando Mulder chegou Jeffrey já o estava esperando.

- Bom dia, agente Spender.

- Não sei se o dia vai ser bom ou mau. Isso dependerá de muitas coisas.
“Pelo jeito Jefrey continua antipático”. Pensou Mulder.

- Bem, o que há de tão urgente para querer falar comigo tão cedo?

- Primeiro diga-me o que há com você, Fox. Não consegui localizá-lo ontem o dia inteiro. E parece que nada tem a fazer por aqui. Anda tranqüilo demais.
- E o que sugere que eu faça? Você deve ter algo há me dizer para me chamar aqui uma hora dessas.

- Olha, temos nossas diferenças. Porém se tem algo em mente precisa nos dizer. Acha que agir sozinho vai ajudar em alguma coisa...

- Não estou pensando nada. Muito pelo contrário, estou até aceitando sugestões. Afinal, penso que quem tem que resolver este caso seja você. Afinal de contas, você conhecia muito bem Gabriel Burns. Se ele foi morto por um de nós, como suspeita, você pode nos dar mais informação do que qualquer outra pessoa.

- Não estou entendendo aonde quer chegar. Seja mais direto.

- Estou sendo direto. Você sabe disso muito bem. Como disse, temos nossas diferenças. Mas nem por isso não nos entendemos.

Mulder estava fazendo jogo com Jeffrey. Não porque não soubesse o que estava havendo ou como agir. Pelo contrário. Parecia seguro de si, seguro de sua posição, da situação. Por um momento ele mesmo não percebeu isso.

Jeffrey olhava para ele com desconfiança. O que Mulder queria dizer com aquelas palavras? Sabia que Fox Mulder era inteligente. Não fora à toa que chegou ao cargo de Diretor Assistente, e, podia ir mais longe. Seu pai confiava muito nele, era o filho preferido, seu motivo de orgulho. E fazia questão de deixar bem claro para eles isso. Por fim falou:

- Podemos resolver isso juntos.

- É mesmo? Como? Disse Mulder com ar sério.

- Gabriel Burns era um super-soldado advindo da primeira experiência como você sabe. Não era tão evoluído assim. Presumo que alguém esteja fazendo vazar informações sobre as fraquezas de nossos primeiros soldados.

- Como andam as investigações a respeito? Conseguiram alguma coisa no local da morte? Pelo que pude perceber das primeiras investigações, não houve arrombamento, sinal de luta e Gabriel não esperava morrer. Havia alguém no local, alguém que ele conhecia e muito bem. Alguém em que ele confiava. O que você me diz?

- De tudo isto nós já sabemos. O que interessa-nos descobrir é como esta pessoa conseguiu as informações para matá-lo. Ela deve ter acesso às nossas informações secretas. Mandei checar tudo sobre as últimos contatos de Burns para chegarmos até a última pessoa que esteve no local.

- E pelo jeito está difícil.- Mulder olhando com ar de ironia para Jefrey.

- Ninguém viu qualquer pessoa entrar naquele apartamento ou sair.

- E...

- O que quer dizer? - Perguntou Spender meio irritado.

- Você me chama aqui para falar tudo que já sabemos e não acrescentar nada? Foi para isso que me ligou. Por favor, Jefrey... Quando tiver algo mais concreto ou tiver pego quem matou Gabriel , então, venha falar comigo.

Mulder levanta-se da cadeira e faz menção de sair quando Jefrey diz:

- Será que você não consegue deixar de ser tão individualista, tão presunçoso? Se tem alguma idéia do que possa estar ocorrendo, senhor Diretor, por que não fala?

Mulder:

- Como você disse, sou o Diretor. Não tenho que lhe dar satisfação e sim você a mim.

Mulder sai e deixa Jefrey sozinho na sala. Percebeu no olhar do irmão uma coisa que não soube identificar.

A verdade que ele não estava nem reconhecendo a si mesmo. Primeiro foram aquelas fotos dele e de Diana pareciam que realmente tinha vivido aqueles momentos. Agora este caso do super-soldado não leu nenhuma informação a respeito e lembrava de fatos que no dia anterior eram estranhos a ele.
Sai do prédio do FBI. Na noite anterior, pensou algo que poderia explicar o que estava acontecendo com ele.

9 horas e 24 minutos
Casa do senhor Moonwalker

Mulder toca a campanhia. Um homem de cabelos grisalhos olha pela janela. Abre a porta com um sorriso nos lábios, o que tranquilizou um pouco. Mulder observava-o. Sua aparência era de idade avançada, não transparecia cansaço ou enfado. Em seu olhar habitavam uma alegria e serenidade.

- Em que posso ajudá-lo?

- Senhor, Moonwalker?

- Sim.

- Sou Fox Mulder. Preciso lhe falar.

Uma interrogação manifestou-se na face do homem. Mulder percebeu.

- Eu li certo dia sua teoria na internet, sobre viagem através do tempo. Gostaria de conversar a respeito. Eu necessito muito de sua ajuda.

Link: Possibilidades Parte 1
Possibilidades Parte 2

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fanfic "Sangue e Vingança" Parte 2

O efeito da droga injetada faz Karen ter alucinações fortíssimas. Fora de si, acredita estar morta e atravessando o túnel de luz: "Deus me perdoa... eu não quero partir". Pobrezinha, estar vendo e ouvindo coisas, irá partir sim, porém, ver a "luz", jamais!

Devido a uma forte tempestade de neve que se aproximava, o Helicóptero de Resgate do FBI atrasou 23 minutos. A frieza humana e local era tanta, que ao recolherem o corpo desmembrado da Melaine, os Agentes Sandoval e Jacob brincaram com a falta dos pés da vítima, rindo debochadamente, disseram que a moça não voltaria para puxar o pé do Mulder, pois ela não teria como andar. O agente Fox (Mulder) não só era simpatizante de teorias fantasmagóricas, mas também um Mentalto, classe de indivíduos capazes de entrar em contato com o mundo dos mortos (nome denominado pela seita Matora). Quando puxada por um saco negro, suas partes sacudiam ecoando um ato de crueldade jamais visto naquela localidade e também em cidades vizinhas. O agente responsável pela missão, Florence, pergunta ao Mulder a porcentagem de o incidente ser um Arquivo X, ele diz não ter certeza, talvez 65% de chance, número altamente considerável.


Scully não quer participar desta missão, teme pela sua vida. Já foi chipada, livrada de um câncer e desmaiada tantas vezes, que ninguém na Academia sofreu tanto quanto ela.


Mulder sem se dar conta, mais uma vez é vítima de sua louca busca por respostas sobre o seu passado. Sabia que não adiantava fugir, cedo ou tarde esses fantasmas apareceriam para ele com uma prestação de contas triste e dolorosa. Fox já tinha pagado um preço bem alto, teve sua vida familiar destruída, uma irmã abduzida e pais de mentira. Naquele momento, a Scully era seu único refúgio, seus pés num caminho que há tempos deixou de pisar.


O corpo de Karen é encontrado embaixo do lago da cidade boiando como flocos de milho numa tigela com leite, triste comparação, mas era assim que os moradores daquela redondeza se auto-intitulavam ao patinar naquele lugar: "Por sermos loiros, somos como flocos de milho numa tigela de leite patinando nesse lago branco e congelado." Minutos depois Scully chega, ao ver a face da vítima, solta um leve grito, Mulder tenta acalmá-la, era tarde, o passado dois, há tempos havia deixado de estar submersos.


O corpo da jovem garota foi levado para um laboratório secreto do governo, lá foi submetido a uma série de testes, ainda estava com vida, ninguém imaginava como. O FBI estava associando os incidentes às várias mortes cometidas por Robert Grunem na década de 90. Aqui um detalhe não pode ser encobertado, Robert morreu, há três anos, vítima de uma crise respiratória repentina que os agentes penitenciários não souberam explicar, muito menos os cientistas da Universidade da Cidade. As marcas encontradas nas moças seguiam o seu padrão de morte e sequestros. Neste caso indicava pinturas renascentistas e no atual? Petrowa trabalhava arduamente para descobrir, assim como o porque da Melaine ter câncer, como as envolvidas no caso Mufon.



O assunto nos corredores secretos do governo era a morte das duas amigas. Uma gama de especulações começou a ser feita, poucos sabiam ou supunham o que poderia estar ocasionando aquilo. Mas de uma coisa os chefões das Corporações Associadas para Controle e Desenvolvimento Protecional e Molecular tinham certeza: Somente duas pessoas poderiam estar à frente do caso, Mulder & Scully. Mais uma vez devido às falhas do governo em defender seu povo, os Arquivos X são reabertos, algo rápido precisava se feito.

Link: "Sangue e Vingança" - Parte 1
Parte 3


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