terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fanfic "Sangue e Vingança" - Parte 3

Mulder não pensava voltar para o FBI desta forma, mas alguém precisava ser chamado para fazer o trabalho sujo, o próprio sabia que ninguém mais estaria a sua altura para fazê-lo. Para sua surpresa, depois de ter reorganizado os antigos pertences na sua nova sala, é recebido por uma jovem e atraente agente, Petrowa, ar agressivo e sedutor, ficou balançado, hoje tinha a Scully, não podia mais se dar aos caprichos do corpo com outra mulher. Ciente do seu charme, e um eterno paquerador, sabia que sua posição causava muitos "respiros" em várias moiçolas por onde passava. Por um momento pensou em como era bom os velhos tempos... Mas tudo tem hora e dia, o seu passou, agora tinha que ser homem de uma só mulher. Tinha momentos que pensava que sua nova relação poderia estar se tornando um Arquivo X, casos reais, mas difícil de ser tido como algo que gere credibilidade pela massa... Ria, ria muito, estava sendo egoísta, Scully lutou muito pelo amor dos dois.


Scully fica sabendo que uma jovem moça estava se jogando para o seu amado, não deixaria esse momento passar batido, com um jeito meigo chega a sua sala. Uma atenção redobrada lhe é dada. Fox percebendo que uma pergunta maliciosa lhe seria feita, finge não se importar, mas também não perde tempo, após ser indagado, logo retruca Scully com seu jeito abusado de ser, Scully ri, e carinhosamente de forma sexual o diz que está perdoado, mas que não se preocupasse com os dias de enxaqueca... Mulder levanta, por um momento fica sério, Scully pergunta o que foi. Ele ainda com seu semblante fechado a manda não ficar brincando com isso. Dana solta uma gargalhada, logo retrucando que ele estava parecendo um menino na puberdade. Fox também ri, sabia que esse jeito moleque era uma das tantas "personas" por qual ela tinha se apaixonado, que somente ele a realizava sexualmente na cama. Scully graciosamente sai da sala, ele pensa em sua antiga vida, um outro pôster precisava ser comprado, e fotos novas tiradas.

Petrowa mostrou ser muito mais que um rostinho bonito, ainda mais na sua posição, sendo mulher, jovem e sexualmente atrativa, sabia que seus dotes seriam motivo de conversinhas paralelas e convites nada satisfatórios. Nos corredores, era tida como a "filhinha do general". Ledo engano-, embora seja filha de uma cafetina famosa, madame Mavra d’Amour - seu pai adorava umas aventuras sexuais por onde passava -, jamais deixou seu passado a diminuir ou mostrar que não era capaz. A entrada na academia foi feita com louvor, seu pai, o influente general Connory, não ajudou na aprovação, na verdade foi o seu talento em reconhecer e identificar padrões sociais confusos com uma imensa precisão. Pewa, o pai a chama assim, perdeu a mãe na adolescência, veio para a América com 11 anos, ao chegar ficou sabendo que não tinha irmãos, na verdade, seu pai nunca foi casado, devido o passado da filha, descaradamente a diz "que amor de perseguida dura mais que dois verões", que somente sua mãe sabia mexer com seu coração.


Desconfiada dos talentos de Petrowa, Scully suspeita que ela possa ter alguma ligação com a Seita Ufológica Matora devido ao deciframento das marcas. Tudo levava a crer que as partes faltantes seriam encontradas no perímetro da mesma região em Denver. Agente Petrowa não só descobriu que o desenho era um mapa localizacional, como também encontrou na região lombar um microchip com a seguinte frase: "Por um só corpo seremos desmembrados para radok Reinar". Dois grupos foram formados para investigar o local. Mulder e sua equipe são os primeiros a chegarem ao ponto indicado. Após uma árdua escavação, se depararam com um objeto metálico que de repente começou emitir uma luz azulada, embora parecesse não era quente. Quando o grupo todo se aproximou, aquilo começou a se mexer e pequenas partes protuberantes começaram a brotar de seu corpo.


Mulder pensa que aquilo pudesse ser alguma arma química, manda todos se afastarem, mas algo inesperado acontece, o objeto começa a subir, pairado no ar, deixa todos boquiabertos. Um agente meia-boca, se achando o fodão, começa a berrar aos quatro cantos que aquilo não era uma arma química, muito menos biológica, mas brincadeiras de uma criança japonesa (na região tem muitos descendentes), que o objeto em questão era um brinquedo de lá que ainda não tinha sido lançado nos EUA. Desgraçados, Terroristas da Conspiração estão em todo lugar tentando desacreditar o que é evidente, pobre seres, suas vidas mesquinhas são constituídas de farsas e mais farsas. Mulder como sempre, não perde a oportunidade e felicita Scully com seu Debu UFO, pela 1.a vez ela não estava desacordada/ ausente/operando ou sabe-mais-o-quê fazendo, com seus olhos da razão pode observar o que tanto Mulder tentou provar que existia: Discos Voadores.

Sua crença não era tola e sem sentido, ele sabe muito bem que 95% dos objetos observados no céu podem ser explicado pela ciência comum, mas aquilo estava além desta estatística. Scully num momento de euforia e medo tenta trazer à tona o caso Samantha (sua irmã tinha sido abduzida), era um passado que Mulder lutou para esquecer e não pode. Uma pergunta pairou no ar, "de onde teria vindo aquilo?", para os Agentes Mulder e Petrowa estava claro, Scully embora vendo, não concebia que aquilo pudesse ser obra extraterrestre, sugerindo que a "nave" fosse um projeto secreto de seu país. Ela só não se lembrava de um detalhe: o governo a mais de 50 anos sabe que não estamos sós no universo, que os experimentos estavam sendo feitos entre humanos e alienígenas, formando uma raça Híbrida, fato este também defendido pelos fiéis da seita Ufológica Matora no seu processo médico Kalakera.

Scully começa a ter cíumes fortes de Petrowa pelo simples fato de ela compartilhar dos mesmos gostos do Mulder. Enfaticamente ele diz para ela que a relação dele com a agente nova é algo estritamente profissional. Scully numa crise de nunca mostrada antes, diz que a relação dos dois também começou assim. Mulder engole seco. A fala dela era verdade. Neste momento conflituoso, ele fica de pé, anda até ela, lhe dá um abraço apertado, lhe tasca um leve beijo e logo em seguida diz que a ama. Scully segura o choro e lhe retribui com um outro abraço forte. --- Laboratório Winston, 16:48, Scully telefona para que ele urgentemente aparecesse por lá, ao chegar fica sabendo que o sangue da Karem analisado, realmente tinha sido contaminado por um agente viral geneticamente modificado, assustado por ter tocado nela, ouve em seguida que aparentemente não causava dano a nenhuma outra classe animal.



Uma hora atrás, Mulder recebe um fax com os seguinte dizeres: "Diante dos fatos, acredito estar lidando com um ritual familiar. Ao analisar os resquícios sanguíneos utilizado na tatuagem, pude observar que o trabalho exigia uma técnica de raspagem cutânea formando uma espécie de bolsão de ar protegido por uma fina camada gelatinosa em silicone, desse jeito o sangue em questão não seria integrado ao sistema corpóreo das vítimas. Num trabalho fantástico de nossa equipe, descobrimos que o "Senhor ?" é irmão de Radok... Pewa", Mulder cuidadosamente ouve o que foi dito, terminado, fala que achou o trabalho feito por eles brilhante, mas que o sangue tinha sido trocado por alguém de dentro do FBI, porém, continuava sendo da família, era de um outro irmão de Radok, o agente Florence. Surpresa, Pewa pergunta em como ele descobriu, Mulder diz devido a uma incidência de campo envolvendo a seita e o chefe da missão, de 17 ocorrências feitas no FBI 16, estavam sob o comando dele, na polícia local, de 15 foi as 15.

Links: Parte 1
Parte 2
Parte final

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

David Duchovny na revista Rolling Stone

Em artigo com o David saiu na revista Rolling Stone. Nele ele fala de seu personagem Hank Mood, de seu vício sexual (da dificuldade de se falar sobre isso), de seu casamento - dizendo que está bem e que dificuldades acontecem para que apareçam as menlhores coisas em uma união.


Fontes: Believe Again
MitchPileggi.net
PaperHeartsmx

domingo, 6 de setembro de 2009

Fanfic: POSSIBILIDADES - Parte 4

O homem hesita por um instante e convida Mulder a entrar.
A casa continha móveis antigos. A claridade do dia não adentrava o interior por isso tinha um pouco de cheiro de mofo. O senhor Moonwalker pede que Mulder sente-se; e vai até um cômodo da casa. Volta com uma xícara de café e oferece a Mulder. Ele aceitou. O homem percebe o ar de inquietude dele e fala primeiro:
- Quer dizer que se interessa por viagens temporais rapaz?
- Bem, eu me interesso por muita coisa. E por isso li sua teoria. Gostaria de saber se senhor sabe de algum caso verídico de viagem através do tempo ou algo similar.
- Viagem através do tempo é algo que todo mundo pensa em fazer. O homem é um ser curioso e sempre pensa na possibilidade de viajar para o passado ou futuro com intuito modificar algo errado que tenha acontecido ou saber o que nos espera pela frente e se prevenir se for ruim, para modificá-lo.
- Mas o senhor disse que sabe de casos...
- Sim Eu mesmo já o fiz.
- E como posso saber se é verdade? Como pode provar isso?
O homem fixa seu olhar no olhar de Mulder durante alguns minutos. Mulder se incomoda. Senhor Moonwalker não desvia o olhar.
- Acha que sou homem de brincadeiras senhor Mulder? Não preciso provar. As pessoas com as quais ocorrem estes fenômenos, não querem provar nada. Elas perceberam que experienciaram algo único e dependo do resultado, não querem que ninguém o faça. Pode ser algo traumatizante. Algo que pode deixar marcas. Mas o porquê de seu interesse por este assunto?
- Bem, eu nem sei ao certo se o meu caso se encaixa neste assunto. Principalmente porque eu permaneço no mesmo semana e ano em que me encontrava. O senhor acha possível alguém, não voltar ao passado, ou ir para o futuro, mas mudar sua vida, ou melhor, estar vivendo uma vida que não é sua, ou melhor ainda, é sua, porém ele nunca viveu, ou acha que não viveu?
- Por que não me conta desde o começo, senhor Mulder?
- Eu estava com minha... Eu estava, há três dias, num quarto de motel com uma amiga. Durante a noite eu dormir e no dia seguinte estava em outro lugar, com outra pessoa. Com outra vida. Pessoas que já haviam morrido estavam vivas. Pessoas que eram minhas inimigas estavam próximas a mim. E pessoas que viviam intimamente comigo já não estavam mais e nem me conheciam. Como isto é possível? De um hora para outra eu mudar de vida assim? O senhor fala de volta no tempo por meio de um ritual que necessita de muita concentração. É como se nos pudéssemos escolher voltar no tempo e isso ocorreria. Tudo bem, mas eu não voltei no tempo; estou no mesmo ano anterior, no ano de 2003.
- O senhor me disse tudo? Não esqueceu nada?
- Como assim?
- As coisas não acontecem assim, sem mais nem menos senhor Mulder. Algo deve ter desencadeado, começado tudo. Nada acontece por acaso.
- Já pensei nisso. Como disse, estava com minha amiga. Nós passamos por muitas situações juntos e eu não queria que ela estivesse da maneira em que se encontrava. Estava aflito e pesaroso, por proporcionar tantas infelicidades a ela. Então, pensei em algo que discutimos há alguns anos antes. Se no passado tivéssemos feito escolhas diferentes, chegaríamos no mesmo lugar fazendo as mesma coisas? Naquele momento escolhi outra vida para nós dois. Mas isso seria o suficiente para causar isso porque passo agora?
- Se o que pediu foi tão intenso, se o seu desejo foi tão grande o suficiente, não vejo porque não. Senhor, o poder de nossa mente é tão grande que nenhum cientista foi capaz ainda de medi-lo ou desvendá-lo. A mente e o coração humanos são coisas que e a tecnologia ainda tentam abarcar. O mistério que possui nosso cérebro é tamanho. Já se descobriu muito a seu respeito, porém tudo o que ele pode fazer ainda não se sabe. Telecinese, telepatia, curas , viagens temporais? Quem sabe? Por que não mudar o mundo à nossa volta com o poder da mente? Voltar no tempo, mudar a realidade, algumas pessoas podem fazer isso controlando suas mentes. O senhor pode ter feito isso involuntariamente.
- Mas por que eu me lembro de tudo? Se realmente isto me está acontecendo por que Scully, que viveu tanto tempo comigo e estava comigo naquela hora, não se lembra nem de meu nome?
- Porque, talvez, o desejo foi seu. Porque, talvez, de acordo com as escolhas que vocês fizeram, seus caminhos não se entrelaçariam. Então, ela não teria que se recordar de você. Não podemos recordar de alguém ou algo que nunca vimos. As pessoas, lugares ou coisas que não vimos antes, é como se elas não existissem para nós.
- Quer dizer que eu terei que viver assim, com lembranças de uma vida que vivi e de pessoas que conheci sem que elas me reconheçam?
- Talvez sim, talvez não. Há algo mais que esteja acontecendo.
- Ontem vi umas fotos minhas e de outra pessoa. Eu nunca tirei aquelas fotos. Mas quando as olhei lembrei-me do dia, do local onde estávamos. É como se eu tivesse vivido aquilo, no entanto, aquilo não aconteceu. Depois, hoje pela manhã, conversando com alguém, mencionei certas coisas que de maneira alguma poderia saber. A verdade é que no dia anterior eu nem saberia falar a respeito.
O homem abaixa a cabeça. Fica calado. Mulder faz gesto de abrir a boca, quando ele diz:
- Quem sabe não será só sua amiga que vá esquecer, mas... Mas o senhor também. Pode ser que sua mente esteja conhecendo ou reconhecendo sua vida nova, como sua. Você pode estar tomando seu novo lugar gradativamente e tudo que lhe é estranho vá passar a ser familiar, íntimo e natural.
- Mas, o senhor tem certeza?
- Filho, estou falando apenas de possibilidades.
Por um instante Mulder ficou tomado por um medo, pavor mesmo. Tudo que ele vivera até ali iria embora como se nunca houvesse ocorrido? Não haveria volta? Scully não o conhecia e ele passaria a esquecê-la? Lembrou-se de que na noite anterior quase fez amor com Diana. Naquele momento, ali, na cama, por alguns minutos sentiu que a amava, que a queria... Ele esqueceria Scully? E sua nova vida? Parecia que ele estava do outro lado agora. Canceroso, Kersh eram seus aliados, aliás, ele era aliado deles. Era esta a sua escolha? Se unir aos homens que ele julgava serem escória? Não. Não era isso que ele queria. Não era isso que ele era. Haveria um jeito de mudar. Dirigiu-se ao homem:
- Diga-me como volto. Como adquiro minha vida outra vez.
- Não há uma técnica. Além do mais, o seu caso não é de viagem temporal. Talvez se seu desejo de voltar for tão intenso quanto o que teve antes de ocorrer isso tudo...
- Mas como as pessoas que já viveram essa anomalia temporal retornaram?
- Às vezes casualmente. Outras vezes como o senhor, apenas desejando.
Mulder encontrava-se inconformado. Tinha que achar uma solução. Imaginou que sua ida ali fosse lhe ajudar. Contudo, não o levou a lugar algum.
Saiu da casa do senhor Moonwalker e foi direto para o FBI. Enquanto pensava numa saída, decidiu que podia resolver outras coisas.
16 horas e 24 minutos
Victoria Palace Hotel
Scully Acabara de chegar da conferência. À noite teria um coquetel de encerramento, porém ela não queria ficar. Deveria ir para casa só no dia seguinte. No entanto, não queria esperar mesmo. Conseguiu trocar as passagens.
18 horas e 40 minutos
Tropical Garden
Boston
Residência dos Clooney
Scully chega em casa. Sua filha corre ao seu encontro e dá-lhe um abraço interminável. A saudade que estava de sua filha também era imensa, por isso, as duas pareciam não querer se afastar uma da outra.
- Olá, meu amor! A mamãe não aguentava mais de tanta saudade. – Disse Scully acariciando o rosto da criança.
- Eu também mamãe. Que bom que veio antes. Já estava cansada de ficar brincando e conversando com a Paty. Ela é legal, mas mãe é mãe, né ?
- Mas o seu pai não já chegou?
- Não. Por quê? Ele devia ter chegado?
- Deixa para lá. O que você andou fazendo enquanto estive fora? Não deu muito trabalho a Paty, deu?
- Lógico que não, mamãe. Já sou uma mocinha né?
- Ah! Lógico. Como me esqueci disso, mocinha. – E abraçou a menina mais uma vez - Agora preciso tomar um banho.
- Posso tomar com você?
Scully a olha com ar sério e disse:
- Só se prometer que não vai brincar de dar banho em suas bonecas.
- Vou ignorar o que está dizendo, Dra. Scully. A mocinha aqui não se esqueceu de suas recomendações.
As duas subiram as escadas. O pensamento de Scully está longe. Mais precisamente, preocupado em descobrir onde Brad estava e por que havia chegado em casa ainda. Afinal de contas, saíra ontem à noite dizendo que teria uma operação a fazer. E que iria direto para casa.
Após o banho, ligou para o hospital onde Brad trabalhava. Ele não estava lá. Disseram que ele estava viajando e ainda não voltara. Dentro de Scully começou a manifestar-se uma inquietação. Um sentimento que ela não sabia identificar. Perguntou pela paciente que ele operaria. Informaram-lhe que a senhora Kubrick, estava passando bem e até fez uma viagem para casa de parentes. Scully não sabia o que pensar. O que estava acontecendo com seu marido? Decidiu ligar para seu laboratório. A secretetária atendeu.
- Alô, Cinthya! O Brad apareceu por aí.
- Sim, senhora Clooney. O senhor Clooney na verdade está aqui. Quer que o chame?
Scully hesita por um momento e diz:
- Não. Não precisa. Muito obrigada. Até mais.
- Até mais, senhora Scully.
- Ah! Cinthya, não diga que liguei.
- Sim , senhora.
Scully não sabia ao certo por que pedira aquilo. Ficou parada pensando. Sua filha abre a porta do quarto e lhe pergunta:
- O que há mamãe?
- Nada querida. A mamãe vai sair. Mas daqui a pouco estará de volta.
- Mas, você mal acabou de chegar...
- Eu volto logo, meu amor. Vestiu-se e saiu.
20 horas e 23 minutos
Laboratório Racionalis omnibus
Scully chega. Cinthya já saiu. Mas percebe-se que há alguém ainda no local. Ela entra em sua sala e de Brad. Não há ninguém lá. Ouve vozes. Decide ver de onde provinham aqueles sons. Caminha em direção ao almoxarifado. Abre a porta. As vozes estavam mais nítidas agora. Há uma discussão. Brad está com alguém ali. Ela não sabe se continua ou recua. Não sabe o porquê, mas está temerosa. Continuou. Quando se aproxima dos dois homens, Brad assusta-se. O homem que estava com ele lhe era estranho. O certo é que aquela situação era estranha. Seu marido deixa transparecer que não esperava sua presença ali. Por um instante, pensa ter visto um temor em sues olhos.
- Querida, o que faz aqui? Não esperava você tão cedo. Disse Brad, com a voz um tanto trêmula. Você poderia me esperar em nossa sala?
Scully não diz uma palavra. Não sabe mesmo o que dizer, ou se tinha algo a dizer. Vira-se e sai.
Ao sair nota um vulto em sua sala. Encaminha-se em sua direção. Quando faz menção de abrir a porta, a senhorita, Cinthya Timolte a abre primeiro. As duas assustam-se com suas aparições inesperadas.
- O que ainda faz aqui, Cinthya? – Perguntou Scully.
- Eu havia se esquecido de trazer alguns relatórios que o senhor Clooney me pediu.
Scully resolve investigar mais:
- O senhor Clooney está com um homem no almoxarifado, você sabe quem é.
- Ele já veio aqui anteriormente. Não sei o nome dele, pois não se apresenta e o senhor Clooney, geralmente, já o está esperando quando ele chega aqui.
- Desde que horas eles estão aqui?
- Ficaram o dia inteiro. Outros homens vieram também – acrescentou ela – mas já foram. Posso ir agora? Já está tarde. Amanhã terei que estar cedo aqui de novo.
- Tudo bem. Boa noite.
- Boa noite, senhora Clooney.
Dana Scully entrou em sua sala sentou-se e ficou esperando seu marido. Tinha muitas perguntas a fazer e tinha medo das respostas. Brad nunca havia mentido para ela. Pelo menos era o que pensava. Se o tinha feito outras vezes, não tinha conhecimento. Primeiro, mentiu sobre sua paciente, agora este homem estranho e outras pessoas que estavam vindo ali sem que ela soubesse... Neste momento ele tinha muitas coisas a lhe explicar.
Brad minutos depois, entra na sala. Para em frente a Scully e tenta disfarçar.
- Bem, o que levou você a vir aqui a uma hora dessas?
- Acho sou eu que tenho perguntas a fazer a você e não você a mim. – Estava séria e tentou mostrar a ele o quão indignada estava também - O porquê de tudo isto, Brad?
- Do que está falando? Trabalho até tarde de vez em quando. Você sabe disto. Nós temos alguns assuntos pendentes a serem resolvidos com nossos fornecedores...
- Por que mentiu? – Ela o interrompeu – Não havia nenhuma paciente sua precisando de operação, muito pelo contrário, pelo que eu soube, ela está muito bem. Então, você resolve também passar o dia inteiro aqui com pessoas que eu não faço a menor idéia de quem sejam. Você anda mentindo para mim. Há quanto tempo? Diga-me, por favor, o motivo de toda esta história.
Ele não sabia realmente o que dizer. Faltavam-lhe palavras convincentes que a pudessem convencer.
- Eu... Eu não posso lhe dizer. – Confessou ele- Dana, a única coisa que posso garantir é que tudo que faço é para o seu bem e o da Lilian. Só gostaria que não me perguntasse mais nada. Porque não vou dizer nada.
Ele não queria ser tão duro com ela mas não tinha muita opção. Mentir? As mentiras que já tinha dito a levara até ali. Não dizer nada era o mais sensato a fazer. Apesar de isto poder afastá-la dele por um momento.
Os dois ficaram se olhando por um instante. Ela não esperava tal resposta. Ela vai em direção à porta e se retira sem se despedir.
No caminho para casa Scully tem vontade de chorar. Dois eram os motivos: primeiro a raiva por Brad nem sequer lhe dar satisfação; o segundo, por descobrir que não conhecia o marido como pensava. No meio do caminho dá meia-volta.
Algo a incomodava a voltar ao laboratório. O marido já havia saído. Vai direto ao almoxarifado. Ela lembrara que Brad ao vê-la, imediatamente guardou um envelope em uma gaveta. Tenta abri-la. Está fechada e não tinha as chaves. Vai à sua sala e procura um molho de chaves que sempre ele usava quando ia ao almoxarifado. Pega-o. Depois de usar várias chaves, ela consegue abrir. Havia ali vários envelopes. Muitos papéis com relações de nomes numerados de pessoas, suas datas de nascimento, local de moradia. Não compreende o que significa. Nem quem eram. Sente-se tentada a retirá-los dali. Pensa um pouco, hesita. Não pega todos os documentos, para que o marido não suspeite.
Quando ia sair do local, ouve um barulho. O medo apossa-se dela. Aquilo, para ela, é novo. Investigar o próprio marido? Aquele laboratório pertence a ela e agia como se fosse uma intrusa, uma ladra, como se estivesse fazendo algo errado. Apaga as luzes. Aquieta-se por um momento. Esperou até que houvesse a hora oportuna para sair. Quando trancava a porta do laboratório, alguém pôs a mão em seu ombro. Ela congelou de sustou.
- Boa noite, senhora Clooney! – Era o segurança do local -Não esperava a senhora por aqui hoje, a esta hora. Ouvi um barulho; quando fui ver quem era, observei que seu carro estava aí. Então, fiquei tranquilo. Está tudo bem?
- Boa noite, Jhon. Está tudo bem sim. Até amanhã.
- Até amanhã.
Refeita do susto, ela entra no carro e se vai. Não sabia o que ia fazer com aqueles papéis. Bom, ela não sabia a respeito de muita coisa.
Quando Scully chega em casa, vai para o escritório e examina os papéis que encontrara.
Brad que estava acordado ouviu-a chegar desce.Encontra-a mergulhada sobre os documentos. Questiona-a e ela diz com certa raiva:
- Como não me diz a verdade, como resolveu esconder de mim sua vida, decidi descobrir por conta própria. Será que agora você vai me dizer exatamente o que está havendo? Pode me dizer o que significa isto?

Possibilidades Parte 2
Possibilidades Parte 3

sábado, 5 de setembro de 2009

Notícias um pouco antigas de David Duchovny

Ao postar as fics deixei de lado a atualização a respeito de nossos atores queridos. As notícias não são novas, mas não tem porquê não postá-las. ;)

The Joneses
Saiu mais uma foto promocional do filme que David fez com Demi Moore.

Californication
A Showtime fez um vídeo primocional com David. Simplesmente lindo! Amei!
O vídeo de um som de violão (amo), imagem em preto e branco e DD está maravilhoso. DD fala um pouquinho de si, carreira, X-Files.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Entrevista de Gillian em Dubrovnik


Em visita a Dubrovnik, Gillian concedeu uma entrevista. Ela fala de sua vida em família, carreira, teatro,planos para o futuro. Pelas palavras da atriz, saber do seu futuro profissional, será algo difícil, pois ela não pretende sair os divulgando; uma vez que, geralmente quando faz isso, as coisas não saem como deveriam.
O conteúdo estava na língua do país local, foi traduzido para o inglês e recentemente a fã da atriz Lyze fez a tradução para o português. Para ler o texto, acesse Gillian Anderson Arte.
Este é blog é feito por fãs (Esfiles) de Arquivo X que, apesar da série ter se encerrado há alguns anos, ainda assistem, amam-na e seguem a carreira de seus principais atores. Aqui você, visitante, encontrará noticias de nossas atividades, encontros e também notícias relacionadas à série e seus atores.